
O Brasil enviou no último sábado (14) a primeira carga de DDG à China, produto obtido a partir do processamento do milho para a produção de etanol e usado principalmente na alimentação animal, conforme informou o Ministério da Agricultura.
A remessa, de 62 mil toneladas, saiu pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina, e foi exportada pela Inpasa, marcando a primeira operação desde a abertura oficial do mercado chinês ao produto brasileiro, formalizada em maio do ano passado com a assinatura de um protocolo sanitário entre os dois países.
Após auditorias e registros, a China habilitou 13 estabelecimentos brasileiros a exportar o insumo, uma demanda aguardada pelo setor produtivo desde 2022.
De acordo com o ministério, o DDG tem ampliado presença no mercado externo por agregar valor à cadeia do milho e da bioenergia, sendo que o Brasil, terceiro maior produtor mundial do grão, exportou cerca de 791 mil toneladas do produto em 2024, enquanto a China importou mais de 66 milhões de dólares em itens dessa natureza destinados à alimentação animal.
Em 2025, as exportações brasileiras de DDG e DDGS somaram 879.358 toneladas para 25 mercados, volume 9,77 por cento superior ao registrado no ano anterior, segundo dados da União Nacional do Etanol de Milho.

