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ECONOMIA

Bolsas de NY fecham em baixa com aversão a risco, encerrando semana de queda

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,88%, a 27.657,42 pontos, com recuo de 0,03% na semana

18 setembro 2020 - 17h28
As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, com quedas lideradas pelo setor de tecnologia
As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, com quedas lideradas pelo setor de tecnologia - (Foto: Agência Brasil)
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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, com quedas lideradas pelo setor de tecnologia. O "quadruple witching" trouxe volatilidade e as incertezas sobre o coronavírus na Europa impulsionaram a aversão a riscos durante a sessão. Na semana, houve queda acumulada, com grande atenção à decisão e aos sinais enviados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,88%, a 27.657,42 pontos, com recuo de 0,03% na semana. O S&P 500 caiu 1,12%, a 3.319,47 pontos, nível 0,64% inferior ao de sexta-feira passada, com a terceira queda semanal seguida. O Nasdaq recuou 1,07%, a 10.793,28 pontos, com perda de 0,56% na semana.

A divulgação pelo Fed de sua decisão e de projeções atualizadas para a economia dos EUA mexeu com o mercado na semana. Alguns investidores ficaram desapontados com o fato de o BC não ter oferecido mais orientações sobre medidas de estímulo adicionais ou detalhes sobre suas metas de inflação.

O pregão desta sexta foi marcado por volatilidade por conta do chamado "quadruple witching", vencimento simultâneo de contratos derivativos. Tal movimento nas negociações "pode gerar um volume acima da média, em parte, devido à maneira como o mercado remove ou negocia os hedges em contratos de futuros e opções existentes", explica o analista da Ally Invest, Brian Overby.

"Este volume pode criar alguma volatilidade nos mercados à medida que os traders assumem posições e, em seguida, redistribuem esse capital. É um indício de mais incerteza, pois estamos nos aproximando do final do ano e o quadruple witching pode ser um estopim", conclui Overby.

Os novos casos de coronavírus na Europa levaram a Capital Economics a indicar que não ficaria surpresa em caso de "restrições regionais rígidas impostas nas próximas semanas, que têm o potencial de pesar sobre o crescimento econômico". A França informou que confirmou mais de 13 mil diagnósticos entre a quinta e esta sexta, um recorde desde o fim da quarentena.

O dia foi de perdas nos setores de tecnologia e serviços de comunicação, que haviam impulsionado a alta do mercado mais cedo no ano. A ação da Apple caiu 3,17%, acompanhada por Facebook (-0,90%), Amazon (-1,79%) e Alphabet, controladora do Google (-2,42%).

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou hoje que é preciso haver mais estímulos fiscais nos EUA, mas continua o impasse entre a oposição democrata e o governo do presidente Donald Trump sobre o assunto. A falha nas negociações desapontou alguns investidores, os quais esperavam que outro pacote de ajuda desse mais poder de compra e impulsionasse a recuperação.

Nesta sexta, foi divulgado o índice de sentimento do consumidor nos EUA elaborado pela Universidade de Michigan, que subiu de 74,1 em agosto a 78,9 em setembro. O resultado veio bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de alta do indicador a 75,4.

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