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ECONOMIA

Bolsas de NY fecham em baixa ante aversão global a riscos, com covid e escândalo

O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,84%, em 27.147,70 pontos. O S&P 500 recuou 1,16%, a 3.281,06 pontos, e o Nasdaq caiu 0,13%, a 10.778,80 pontos

21 setembro 2020 - 16h32
Em uma segunda, 21, marcada por forte aversão ao risco, as bolsas de Nova York tiveram queda
Em uma segunda, 21, marcada por forte aversão ao risco, as bolsas de Nova York tiveram queda - (Foto: Agência Brasil)
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Em uma segunda, 21, marcada por forte aversão ao risco, as bolsas de Nova York tiveram queda. A nova onda de coronavírus na Europa e o cenário político conturbado nos EUA levaram à incerteza e consequente fuga de ativos de maior risco. Investidores ainda repercutiram reportagem do BuzzFeed News sobre transações suspeitas de grandes bancos, o que afetou o setor financeiro, em sessão também marcada pelas quedas consideráveis no setor aéreo e de energia.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,84%, em 27.147,70 pontos. O S&P 500 recuou 1,16%, a 3.281,06 pontos, e o Nasdaq caiu 0,13%, a 10.778,80 pontos.

O BBH aponta que os mercados estão começando a semana com aversão a risco, e que "é difícil apontar para uma única causa, pois existem muitos riscos se formando". Algumas das questões estão presentes há semanas, ou mesmo meses, "mas a confluência de tantos fatores negativos foi demais para os mercados de ações ignorarem", avalia o banco.

Há cautela por conta da deterioração do ambiente político em Washington, em meio ao debate sobre a sucessão da juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, que morreu na última sexta-feira. A Capital Economics avalia que "as preocupações de que não haja mais estímulos neste ano podem ser parte do motivo pelo qual o S&P 500 caiu um pouco mais de 2% hoje, embora o aumento dos casos de coronavírus em muitas economias europeias também seja um fator".

Hoje, houve forte impacto nas ações de bancos americanos provocado por denúncias de atividade ilegal de grandes instituições financeiras europeias e americanas envolvendo US$ 2 trilhões entre 1999 e 2017. A ação do Goldman Sachs caiu 0,99%, acompanhada por JPMorgan (-3,19%), Bank Of America (-3,35%) e Citigroup (-2,90%), alguns deles citados nas denúncias veiculadas pela imprensa.

No entanto, fontes em Wall Street minimizaram ao Broadcast os efeitos de tais notícias sobre o desempenho do mercado geral de ações em Nova York no curto prazo. A Capital Economics confirma a visão, e indica que, apesar do risco percebido na eleição, "o mercado de ações dos Estados Unidos se recuperará de sua recente oscilação e terá mais ganhos, à medida que a economia se recupera gradualmente, auxiliada por uma política monetária ultra-frouxa".

As ações de energia tiveram uma das maiores quedas, em dia marcado pela forte baixa do petróleo. Além da incerteza que afetou todo o mercado global, o setor de hidrocarbonetos foi influenciado pela notícia da retomada de parte da exploração petrolífera na Líbia. Em Nova York e Londres, os contratos futuros de petróleo fecharam em baixas próximas a 4%. As ações da Exxon Mobil recuaram 2,58%, e as da Chevron, 4,07%.

O setor aéreo está fortemente sujeito às incertezas geradas pela covid-19, e o aumento de casos da doença na Europa levou a um dia de fortes quedas nas ações. A Delta Air Lines recuou 9,94%, enquanto a United Airlines registrou baixa de 8,60%

Já o Nasdaq reduziu suas perdas mais para o fim da sessão, guiado pelos bons resultados de algumas empresas de tecnologia, sobretudo, e também de serviços de comunicação. Às 10h37 (horário de Brasília), por exemplo, o índice perdia 1,82%, mas fechou perto da estabilidade. As ações da Apple se valorizaram 3,03%, após o Citigroup elevar o preço-alvo do papel. Netflix teve alta de 3,70% e Microsoft subiu 1,07%.

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