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100 mil pontos

Bolsa resiste à desaceleração em NY e fecha em alta, aos 100.539,83 pontos

O encerramento teve o melhor desempenho em percentual para o Ibovespa desde 8 de outubro (+2,51%)

20 outubro 2020 - 16h56
O giro da sessão totalizou R$ 25,3 bilhões e, na semana, o índice avança 2,27%
O giro da sessão totalizou R$ 25,3 bilhões e, na semana, o índice avança 2,27% - (Foto: Suamy Beydoun/Agif)
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O Ibovespa tocou nesta terla-feira, 20, o maior nível intradia desde 15 de setembro, então a 100.949,43 pontos, e sustentou a linha de 100 mil no fechamento pela primeira vez desde 17 do mês passado. Ao final, o índice de referência da B3 apontava ganho de 1,91%, aos 100.539,83 pontos, saindo de mínima a 98.663,89 pontos na abertura para atingir, na máxima do dia, os 100.721,83 pontos (+2,09%). No encerramento, foi o melhor desempenho em porcentual para o Ibovespa desde 8 de outubro (+2,51%) e o nível de fechamento, o maior desde 9 de setembro, quando o índice foi a 101.292,05 pontos.

O giro da sessão totalizou R$ 25,3 bilhões e, na semana, o índice avança 2,27%, elevando os ganhos do mês a 6,28% e limitando as perdas de 2020 a 13,06%. Hoje, o Ibovespa ganhou fôlego em paralelo à acentuação da alta em Nova York pouco depois das 13h30, com novas declarações da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, que mantiveram acesa a expectativa por novos estímulos fiscais na maior economia do mundo.

"Se quisermos isso pronto até o dia da eleição, temos de avançar nesta semana", afirmou Pelosi em entrevista à Bloomberg TV. "Até o fim do dia, devemos saber como estamos na questão dos estímulos", observou. "Precisamos colocar mais dinheiro no bolso dos americanos, e trabalho por isso". Ao final da sessão, os índices de Nova York mostraram ganhos bem mais moderados do que no começo da tarde, entre 0,31% (Nasdaq) e 0,49% (S&P 500) no início de ligação telefônica entre Pelosi e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin - no encerramento em NY, a alta ficou em faixa próxima, de 0,33% (Nasdaq) a 0,47%. (S&P 500).

Na B3, o Ibovespa renovou máxima perto do fechamento, resistindo à desaceleração em Nova York na hora final, em avanço que se manteve bem distribuído por empresas e setores, com número relativamente restrito de ações da carteira teórica em baixa no encerramento, como Totvs (-1,07%), Rumo (-1,02%) e Gol (-0,95%). No lado oposto do índice, Eztec subiu 5,63%, à frente de BTG (+5,53%) e CSN (+5,19%). Destaque também para as ações de Petrobras (PN +3,38% e ON +3,43%), bem como para as de grandes bancos, em que os ganhos chegaram a 4,61% (BB ON) na sessão.

Parte dos analistas considera que, acima dos 100 mil pontos, a inclinação por compras tende a se acentuar na B3, apesar de fatores de incerteza que devem se estender ao próximo mês, como a definição da eleição nos EUA e, aqui, sobre o Renda Cidadã. Na falta de definições imediatas, o mercado foca o curto prazo, com a relativa moderação da percepção de risco refletindo ambiente político e fiscal um pouco mais calmo no Brasil, e a expectativa positiva, no exterior, quanto a avanço sobre novo pacote fiscal nos EUA.

"O mercado já está colocando no preço que o pacote vai sair - e, se não sair logo, pode ser que amanhã já venha alguma realização. Se vier mesmo o pacote, o Ibovespa deve buscar os 101,3 mil pontos e, depois, a resistência mais importante, de 102,4 mil, onde pode ocorrer realização mais forte, redirecionando o índice para os 99 mil", diz Rodrigo Barreto, analista gráfico na Necton. "Hoje, o Ibovespa estava bambeando na busca pelos 100 mil, até que veio a melhora em Nova York, contando também aqui com ajuda das ações de bancos". "Para baixo, o primeiro suporte mais importante está aos 98,3 mil e, depois, aos 97 mil", acrescenta.

Contato: luis.leal@estadao.com

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