
A Caixa Econômica Federal libera nesta quinta-feira (22) o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 4. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com os adicionais previstos, o valor médio pago neste mês chega a R$ 697,77.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do governo federal atende em janeiro cerca de 18,77 milhões de famílias em todo o país, com investimento total de R$ 13,1 bilhões.
Além do valor base, o Bolsa Família inclui três tipos de adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, com foco na alimentação da criança. Há ainda um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, outro de R$ 50 para cada filho entre 7 e 18 anos e um adicional maior, de R$ 150, para cada criança de até 6 anos.
Os pagamentos seguem o calendário tradicional do programa, realizado nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre valores, datas e composição das parcelas podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado para o acompanhamento das contas poupança digitais do banco.
Na última segunda-feira (19), o Bolsa Família foi pago de forma unificada para beneficiários de 176 municípios em nove estados, independentemente do número final do NIS. A antecipação contemplou 120 cidades do Rio Grande do Norte, afetadas pela seca, além de municípios da Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).
De acordo com o governo federal, a medida foi adotada em localidades atingidas por chuvas intensas, estiagens ou que possuem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A relação completa dos municípios beneficiados está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto referente ao Seguro Defeso, pago a pescadores artesanais impedidos de trabalhar durante o período da piracema. A alteração foi definida pela Lei 14.601/2023, que restabeleceu o Programa Bolsa Família em seu formato atual.
Outra regra em vigor é a chamada regra de proteção, que em janeiro atende cerca de 2,44 milhões de famílias. O mecanismo permite que famílias que aumentem a renda com emprego formal continuem recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
No ano passado, o período máximo dessa regra foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que ingressaram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem entrou até maio segue com direito ao prazo maior.
Em janeiro, não haverá pagamento do Auxílio Gás. O benefício, destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), é pago a cada dois meses e volta a ser liberado em fevereiro.
Para ter direito ao Auxílio Gás, é necessário estar no CadÚnico e ter pelo menos um integrante da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A legislação prevê prioridade para mulheres responsáveis pelo núcleo familiar e para mulheres vítimas de violência doméstica.


