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ECONOMIA

Bancos elevam expectativa de crescimento do crédito de 7,9% para 8,2% em 2026

Pesquisa da Febraban aponta resiliência do mercado de trabalho e avanço do crédito direcionado como fatores de sustentação

1 janeiro 2026 - 15h10Eduardo Laguna
Pesquisa da Febraban indica que bancos mantêm expectativa positiva para o crédito, apesar dos juros elevados
Pesquisa da Febraban indica que bancos mantêm expectativa positiva para o crédito, apesar dos juros elevados - (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

As expectativas dos bancos em relação ao mercado de crédito melhoraram, mesmo em um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência. Pesquisa divulgada pela Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, mostra que a maioria das instituições avalia que a desaceleração do crédito tende a ocorrer de forma gradual, sustentada principalmente pela resiliência do mercado de trabalho e por estímulos públicos voltados ao crédito direcionado.

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De acordo com o levantamento, 73,7% dos bancos ouvidos acreditam que os efeitos da política monetária mais restritiva e do avanço da inadimplência serão parcialmente compensados por esses fatores. A pesquisa ouviu 20 instituições financeiras entre os dias 17 e 19 de dezembro.

A estimativa de crescimento da carteira de crédito em 2025 foi revisada para cima. A projeção passou de 8,9%, apontada na pesquisa de novembro, para 9,2% no levantamento realizado em dezembro, embora os números finais do ano ainda não tenham sido divulgados.

Para 2026, os bancos também elevaram suas expectativas. A previsão atual indica crescimento de 8,2% da carteira de crédito, acima dos 7,9% estimados na pesquisa anterior. Segundo a Febraban, os dados mais recentes confirmam que o crédito segue em ritmo elevado, mesmo com a taxa Selic em patamar alto.

A principal mudança nas projeções ocorreu no crédito direcionado, segmento em que os bancos públicos concentram a maior parte das operações. A expectativa de crescimento do saldo dessa carteira em 2025 foi ajustada de 10,1% para 10,9%.

Para 2026, a projeção também subiu, passando de 9% para 9,4%, ritmo superior ao crescimento estimado para o crédito com recursos livres, que deve avançar 7,6%. A Febraban aponta que esse movimento ajuda a sustentar o desempenho geral do crédito no país.

Inadimplência e juros

Apesar do cenário mais favorável ao crédito, os bancos esperam um leve aumento da inadimplência. A taxa projetada deve subir de 5,1% em 2025 para 5,2% em 2026, refletindo o impacto prolongado dos juros elevados sobre famílias e empresas.

Para 70% dos entrevistados, o Banco Central só deve iniciar o ciclo de cortes na taxa básica de juros em março, reduzindo a Selic dos atuais 15% para cerca de 13% até agosto. Metade das instituições avalia que estímulos fiscais e de crédito mantidos pelo governo, aliados a um mercado de trabalho aquecido, devem dificultar a queda da inflação para 3,5%, patamar esperado pelo BC para este ano.

Contas públicas

A situação fiscal também aparece como ponto de atenção. Para 80% das instituições consultadas, o governo precisará adotar medidas adicionais para cumprir a meta do arcabouço fiscal, que prevê ao menos o déficit primário zero.

A avaliação predominante é de que o governo deverá insistir no aumento de receitas ou retirar determinadas despesas do limite do arcabouço como forma de alcançar a meta estabelecida.

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