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29 de janeiro de 2026 - 16h08
SENAR
DIREITOS DO TRABALHADOR

Justiça trava decisão sobre novas regras do vale-alimentação após pedido da Alelo

Prazo para mudanças no PAT termina em 9 de fevereiro; governo defende economia de R$ 7,9 bilhões aos trabalhadores

29 janeiro 2026 - 14h30Flávia Said
Mudanças no PAT podem permitir que cartões de alimentação sejam aceitos em qualquer estabelecimento com bandeira Visa ou Mastercard.
Mudanças no PAT podem permitir que cartões de alimentação sejam aceitos em qualquer estabelecimento com bandeira Visa ou Mastercard. - (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A iminente reforma no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), prevista para entrar em vigor no dia 9 de fevereiro, gerou uma queda de braço judicial entre as gigantes do setor. A Alelo recorreu à Justiça de São Paulo para barrar as mudanças, mas a juíza Marilaine Almeida Santos decidiu, nesta semana, que a União deve ser ouvida em até 72 horas antes de qualquer decisão liminar.

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Guerra de gigantes vs. novatas O diferencial desta disputa está na divisão do mercado. De um lado, empresas tradicionais como Alelo, Ticket, VR e Pluxee (antiga Sodexo) alegam que as novas regras desvirtuam o programa. Do outro, as "entrantes" como iFood, Flash e Caju apoiam as medidas, sustentando que o fim do oligopólio trará mais liberdade de escolha. Enquanto a Alelo aguarda o prazo da União, suas concorrentes tradicionais já obtiveram vitórias pontuais para suspender penalidades previstas no decreto.

O que muda no seu bolso? As novas regras estabelecidas pelo governo federal visam transformar o VA e o VR em um sistema de "arranjo aberto". Isso significa que o benefício passaria a funcionar como um cartão comum (bandeiras Visa ou Mastercard), aceito em qualquer estabelecimento, e não apenas nas redes credenciadas pela operadora. O Ministério da Fazenda estima que essa concorrência gere uma economia de R$ 7,9 bilhões ao ano — cerca de R$ 225 de ganho anual por trabalhador.

Impacto no comércio e prazos O decreto também impõe limites às taxas: a tarifa cobrada dos estabelecimentos terá um teto de 3,6%, e o prazo para o repasse do dinheiro aos donos de restaurantes cairá para 15 dias corridos. Embora a modernização prometa agilidade, a portabilidade (quando o trabalhador escolhe sua própria operadora) ficou fora desta regulamentação por dificuldades técnicas. Com o prazo final batendo à porta, o mercado aguarda se a reforma será mantida ou se a enxurrada de liminares adiará o novo formato do benefício que atende 22 milhões de brasileiros.

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