
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (6) que o Brasil alcançou recorde histórico de exportações em 2025, mesmo diante de um cenário internacional adverso, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos.
“Mesmo com o tarifaço americano, com as dificuldades geopolíticas, batemos um recorde na exportação de US$ 348,7 bilhões. Também tivemos um recorde na questão da importação”, declarou Alckmin ao comentar os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC.
Segundo os números oficiais, a balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, resultado de US$ 348,7 bilhões em exportações e US$ 280,4 bilhões em importações. O saldo é o terceiro maior da série histórica, ficando atrás apenas dos resultados registrados em 2023 e 2024.
O volume exportado em 2025 superou em cerca de US$ 9 bilhões o recorde anterior, alcançado em 2023, consolidando um novo patamar para o comércio exterior brasileiro.
Impacto das tarifas dos EUA
O MDIC informou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% no acumulado do ano, com a queda concentrada entre agosto e dezembro. O mês mais crítico foi outubro, quando houve retração de 35,4% nos embarques para o mercado norte-americano.
Em dezembro, no entanto, os dados indicaram uma melhora no desempenho. A queda foi menor, de 7,2%, com exportações acima de US$ 3 bilhões, somando US$ 3,4 bilhões no mês.
Para Alckmin, o desempenho geral do comércio exterior mostra a capacidade de adaptação da economia brasileira em um ambiente internacional mais restritivo. Ele destacou especialmente o crescimento do volume exportado pelo país.
“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O mundo cresceu 2,4%. Então, nós crescemos mais que o dobro do comércio global, o que mostra boa resiliência e boa competitividade dos produtos brasileiros”, afirmou.
O resultado de 2025 reforça a avaliação do governo de que a diversificação de mercados e a competitividade do setor produtivo ajudaram o Brasil a sustentar exportações elevadas, mesmo com pressões externas e mudanças nas regras do comércio internacional.

