
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou nesta sexta-feira (9) que o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul vai fortalecer o multilateralismo, a sustentabilidade e os investimentos entre os dois blocos. A declaração foi feita após o Conselho Europeu aprovar a assinatura do tratado.
Durante entrevista coletiva, Alckmin destacou o peso do acordo no atual cenário internacional. “Em um momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo”, afirmou. Segundo ele, o entendimento demonstra que ainda é possível avançar em um modelo de comércio baseado em regras claras e cooperação internacional.
“O acordo mostra que é possível construir o caminho de um comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento do multilateralismo”, acrescentou o vice-presidente.
Assinatura e tramitação no Brasil - De acordo com Alckmin, a expectativa do governo brasileiro é que a assinatura formal do acordo aconteça nos próximos dias. Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, as negociações indicam que o ato pode ocorrer no próximo sábado (17), no Paraguai.
Após a assinatura, o acordo ainda precisará passar por etapas internas de validação. No caso do Brasil, será necessária a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional para que o texto entre em vigor. Alckmin explicou que, se o Legislativo concluir essa etapa ainda no primeiro semestre, o país não dependerá dos demais membros do Mercosul para iniciar a vigência do acordo.
O vice-presidente também afirmou esperar que o tratado comece a valer ainda em 2026, ampliando rapidamente os efeitos econômicos para o país.
Impacto para o comércio brasileiro - Alckmin destacou que o acordo entre Mercosul e União Europeia será o maior do tipo no mundo e terá relevância estratégica para o comércio exterior brasileiro. Segundo ele, o bloco europeu já figura como o primeiro ou o segundo principal destino das exportações de 22 Estados brasileiros e concentra cerca de 30% dos exportadores do país.
Além do comércio, o vice-presidente ressaltou que o acordo deve estimular novos investimentos e fortalecer compromissos relacionados à sustentabilidade. “É um ganha-ganha”, afirmou.
Para o governo, o entendimento com a União Europeia amplia o acesso a mercados, diversifica parcerias comerciais e reforça a posição do Brasil em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas e incertezas econômicas.

