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16 de fevereiro de 2026 - 13h51
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CARNAVAL EM CORUMBÁ

Quatro escolas abrem carnaval de Corumbá com Pantanal, infância, lendas e jogos

Primeira noite de desfiles reuniu enredos sobre sustentabilidade, sonhos de criança, lendas brasileiras e o "jogo da vida"

16 fevereiro 2026 - 11h50Carlos Guilherme
Acadêmicos do Pantanal trouxe enredo sobre jogos e destino para a avenida
Acadêmicos do Pantanal trouxe enredo sobre jogos e destino para a avenida - Ayrton Benites/PMC

A primeira noite de desfiles do Carnaval de Corumbá, a 450 km de Campo Grande, levou para a avenida uma mistura de Pantanal, memórias de infância, lendas populares e a metáfora da vida como um grande jogo. Da Unidos da Major Gama à Acadêmicos do Pantanal, quatro escolas apresentaram enredos bem diferentes e contaram boas histórias em forma de samba.

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Unidos da Major Gama abre falando de sustentabilidade - Primeira a entrar na avenida, a Unidos da Major Gama apresentou o enredo “Do invisível ao brilho, um futuro sustentável”. A escola tratou de preservação ambiental e consciência ecológica, com destaque para o Pantanal como patrimônio natural e cultural.

O desfile mostrou a beleza do bioma, mas também apontou para as ameaças que o cercam, como queimadas, poluição, consumo excessivo e destruição de habitats. A narrativa foi construída em torno da ideia de transformação, destacando o papel de catadores, recicladores, artesãos e povos tradicionais como agentes de preservação.

Unidos da Major Gama levou enredo sobre sustentabilidade e preservação do Pantanal - (Foto: Renê Marcio Carneiro/PMC)

Nas alegorias e alas apareceram propostas ligadas a replantio, energias renováveis e formas de produção com menor impacto ambiental. A escola reforçou a mensagem de que pequenos gestos individuais podem contribuir para mudar o planeta. A apresentação terminou com a já conhecida pomba da paz da agremiação, simbolizando cooperação e responsabilidade com o meio ambiente.

A Pesada leva o público de volta à infância - Segunda a desfilar, A Pesada colocou na avenida o enredo “Voar é com os pássaros, sonhar é com a Pesada. Uma viagem no sonho infantil”. A escola apostou em uma narrativa lúdica para contar a história de um adulto que, em sonho, revisita a própria infância guiado pela avó e por lembranças afetivas.

A comissão de frente abriu o desfile com um livro de histórias e um baú de memórias, símbolos que conduziam o personagem por um “túnel do tempo”. Ao longo das alas, foram surgindo brinquedos, contos infantis e figuras do imaginário popular, recriando o olhar das crianças sobre o mundo.

A Pesada levou à avenida enredo sobre sonho infantil e memórias da infância - (Foto: Clóvis Neto/PMC)

Em seguida, o enredo passou por circo e parque de diversões, apresentados como cenários centrais do sonho infantil. Na parte final, a escola abordou futuro e tecnologia, incluindo referências à inteligência artificial e ao mundo digital na vida das crianças, com tom de alerta e defesa de proteção.

Com cerca de mil componentes em 14 alas e carros que representaram o circo, o parque e o universo tecnológico, A Pesada ainda trouxe, no encerramento, elementos religiosos e simbólicos ligados ao padroeiro da agremiação.

Caprichosos de Corumbá mergulha nas lendas e na fé - Na sequência, a Caprichosos de Corumbá entrou na avenida com o enredo “No coração de cada lenda reside uma verdade oculta esperando ser descoberta”. A proposta foi levar o público a um passeio pelas narrativas populares, exaltando tradições, espiritualidade e cultura ancestral.

O samba-enredo, de Doum Guerreiro, Marcelo Guimarães e Robinho da Caprichosos, destacou a lenda do Tamba-Tajá, símbolo de amor, devoção e mistério nas matas brasileiras. A história do guerreiro indígena e de sua amada foi contada em clima de poesia, embalada por imagens de lua cheia e elementos da natureza.

Caprichosos fechou desfiles do domingo de Carnaval exaltando forças da natureza - (Foto: Clóvis Neto/PMC)

A escola também valorizou a herança africana e os saberes de cura, trazendo para o enredo a fé como proteção e resistência. Referências ao Rio Negro, às Espadas de São Jorge e à figura do “mestre curador” reforçaram a conexão entre espiritualidade, natureza e proteção.

Marcada por forte simbolismo, a apresentação convidou o público a “viajar pelos encantos de uma lenda popular” e reafirmou a identidade cultural da agremiação dentro do carnaval corumbaense.

Acadêmicos do Pantanal fecha noite com o “jogo da vida” - Quarta escola da noite, a Acadêmicos do Pantanal encerrou os desfiles com o enredo “Embaralhe as cartas, gire a roleta, role os dados. A sorte estava lançada”. A escola usou a história dos jogos para falar sobre escolhas, riscos e buscas pessoais.

Acadêmicos do Pantanal trouxe enredo sobre jogos e destino para a avenida - (Foto: Ayrton Benites/PMC)

A sinopse partiu da ideia de que a vida pode ser vista como um grande jogo, em que estratégia, sorte e decisões definem o caminho de cada um. Na avenida, a narrativa passou por diferentes modalidades, dos jogos de tabuleiro e cartas às apostas e jogos eletrônicos, mostrando como eles aparecem em diversas culturas e épocas.

Os setores representaram xadrez, dominó, bingo, roleta e videogames. As fantasias e carros traduziram conceitos como risco, planejamento, competição e esperança.

Com cerca de 500 componentes, quatro carros alegóricos e 16 alas, a Acadêmicos do Pantanal fechou a noite deixando a mensagem de perseverança e confiança no futuro, reforçando a metáfora de que, no “jogo da vida”, não se desiste da próxima jogada.

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