
Com expectativa de público superior a 100 mil pessoas, o Carnaval de Campo Grande de 2026 chega mais estruturado e com reforço no investimento público. A programação inclui blocos de rua e os desfiles das escolas de samba, marcados para os dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa, na região da Vila Sobrinho, no oeste da Capital.
O Governo de Mato Grosso do Sul destinou cerca de R$ 2,6 milhões à Liga das Escolas de Samba, valor que representa o dobro do investimento realizado no ano anterior. A estratégia aposta em uma programação integrada, tratando o Carnaval como um único evento, reunindo diferentes expressões culturais e ampliando o fluxo de visitantes vindos do interior do Estado e de outras regiões do país.
Durante entrevista coletiva no Museu da Imagem e do Som (MIS), na quarta-feira (28), representantes do Governo, da Prefeitura e das entidades carnavalescas destacaram que o aporte financeiro busca fortalecer o Carnaval como vetor da economia criativa, com reflexos diretos na geração de renda e no turismo.
O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, afirmou que o aumento do investimento reflete a percepção do retorno gerado pelo evento, tanto na valorização cultural quanto no impacto econômico para a população.
Já o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, ressaltou a consolidação do conceito de Carnaval unificado, que engloba blocos de rua e escolas de samba. Segundo ele, o crescimento do evento já provoca um fluxo turístico perceptível para Campo Grande durante o período festivo, reforçando o Carnaval como referência regional.
O investimento público também garante uma estrutura de grande porte, com palcos, sistemas de som e iluminação, além de logística e serviços de apoio. A movimentação gerada pelo evento alcança setores como comércio, hotelaria, alimentação e transporte, fortalecendo a cadeia produtiva ligada ao entretenimento e ao turismo.
Investimento público garante estrutura, segurança e fortalecimento da economia criativa durante o Carnaval - (Foto: Ricardo Gomes/Setesc)
Além dos desfiles, o calendário oficial prevê ações paralelas, como a Mostra das Fantasias Carnavalescas, voltada à valorização do trabalho dos carnavalescos e da produção artística local. Nos blocos de rua, a expectativa é oferecer uma programação organizada e segura, consolidando o Carnaval de rua como patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso do Sul.
O presidente da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca), Alan Catharinelli, destacou a parceria entre Governo do Estado e Prefeitura para viabilizar a estrutura dos desfiles e ações culturais, com foco em um Carnaval acessível, seguro e voltado às famílias.
Já o presidente do Aglomerado de Blocos de Rua de Campo Grande (ABC), Thallyson Perez, afirmou que a estrutura prevista é suficiente para atender mais de 100 mil foliões. Ele também destacou o compromisso com a inclusão social e o acesso de todos os blocos, reforçando que o Carnaval é uma manifestação cultural coletiva e depende da união entre poder público e entidades.
Com planejamento integrado, alto investimento e público expressivo, o Carnaval de Campo Grande se consolida como um evento estratégico para o fortalecimento cultural e o desenvolvimento econômico da Capital, mantendo-se entre os principais do calendário oficial do Estado.

