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CONSUMO

Mesmo com medidas implantadas, MS é o estado com menor queda no consumo de restaurantes e lanchonetes

O valor gasto nestes comércios registrou uma queda de 9,4%, enquanto a média nacional foi de -33,4%

1 agosto 2020 - 09h15Carlos Ferreira
No decreto que começa hoje (1º) em Campo Grande, os restaurantes podem abrir de segunda a domingo das 5 às 21h
No decreto que começa hoje (1º) em Campo Grande, os restaurantes podem abrir de segunda a domingo das 5 às 21h - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
FAMASUL - SENAR

Mesmo com as restrições em torno dos estabelecimentos de alimentos nos últimos meses, Mato Grosso do Sul foi o estado que registrou a menor queda nacional nos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com foco na evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega e retirada em balcão no mês de junho.

O valor gasto nestes comércios registrou uma queda de 9,4%, enquanto a média nacional foi de -33,4%. Houve, ainda, redução de -20,7% no volume de transações e -3,9% no número de estabelecimentos que registraram operações, em relação ao mesmo período de 2019.  

Os dados mostram que o consumo e vendas no setor continuam sendo menos afetados pela pandemia e pelas medidas contingenciais. Em particular, o principal impacto observado no comportamento do consumo continua sendo a redução no número de transações nesses estabelecimentos, indica o levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Alelo.

No decreto que começa hoje (1º) em Campo Grande, os restaurantes podem abrir de segunda a domingo das 5 às 21h. O serviço de delivery de restaurantes e bares poderá ser realizado normalmente, inclusive aos fins de semana. O horário do toque de recolher, entre 20h e 5h, está mantido para todos os dias da semana.

Houve um aumento de 10% no volume das transações.  No entanto, o valor gasto nos supermercados subiu 8,4% e 0,4 % no número de estabelecimentos no mês de junho, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Valmir Guarinao, dono de um restaurante italiano, viu a movimentação dos clientes no estabelecimento físico cair, mas foi compensado pelo serviço de delivery. “A gente vem inventando de maneira que pode.  Tivemos compensação com o delivery, então a gente tem conseguido manter os empregos e aumentar os compromissos mesmo com a situação atual”.

Apesar de ver a flexibilização do toque de recolher como algo satisfatório aos empresários, o presidente da Abrasel MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul), Juliano Wertheimer acredita que nos próximos meses muitos empresários terão que demitir seus funcionários. “É um momento muito difícil, muita gente já perdeu o emprego. Já tem uma massa de mais de 3 mil desempregados entre bares e restaurantes e vai aumentar bastante nos próximos 60 dias”.

O presidente orienta que os empresários busquem formas de lidar com a situação atual causada pelo coronavírus. “Faça a gestão, reduza os custos, negocie com seus fornecedores, busque créditos para voltar a comprar, faça um planejamento da sua equipe. Todas essas estratégias para o empresário sobreviver”, conclui Juliano.

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