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VACINA

Anvisa autoriza que Pfizer dobre número de voluntários em testes para vacina

Faixa etária dos voluntários também é ampliada e, agora, os testes serão feitos em participantes com mais de 16 anos

18 setembro 2020 - 15h22
Vacina contra covid-19 da Sinopharm
Vacina contra covid-19 da Sinopharm - (Foto: Dado Ruvic/Reuters)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira, 18, que o número de voluntários brasileiros que estão participando dos estudos para o desenvolvimento da vacina da Pfizer e da BioNTech contra a covid-19 seja dobrado. Com a permissão, o número de participantes passou de mil para 2 mil. A faixa etária dos voluntários também foi ampliada e, agora, os testes serão feitos em participantes com mais de 16 anos.

A vacina BNT162 está sendo testada em São Paulo e na Bahia. Segundo a Anvisa, o laboratório recebeu, na semana passada, autorização para incluir um novo local de fabricação das doses que estão sendo usadas nos testes. A agência informou que a solicitação de ampliação de voluntários é um procedimento comum em testes clínicos.

"Graças ao empenho e dedicação dos centros de pesquisas participantes, a companhia decidiu expandir o número de participantes brasileiros no estudo em mais mil pessoas, totalizando assim 2 mil voluntários participantes", informou, em nota, a Pfizer.

O laboratório informou que vai expandir o número de participantes do estudo para a vacina, chegando a cerca de 44 mil participantes, e disse que já fez a solicitação para a Food and Drugs Administration (FDA), agência regulatória de medicamentos e alimentos americana.

"A expansão proposta permitirá aumentar ainda mais a diversidade da população participante e incluir adolescentes de até 16 anos de idade e pessoas com HIV estável e crônico, hepatite C ou infecção por hepatite B, bem como fornecer mais dados de segurança e eficácia."

Vacina de Oxford

Nesta semana, a agência autorizou a inclusão de mais 5 mil voluntários brasileiros nos estudos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Com a autorização, o número de participantes também dobrou. A solicitação foi feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os estudos no Brasil.

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