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Agronegócio

Moka propõe medida contra os EUA após não pagarem produtores de algodão

24 janeiro 2014 - 08h49
Senador Waldemir Moka (PMDB)
Senador Waldemir Moka (PMDB) - Reprodução /Senado
As comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Agricultura e Reforma Agrária do Senado vão se reunir após o início dos trabalhos do Congresso Nacional em fevereiro para debater medidas a ser tomadas pelo governo brasileiro contra os Estados Unidos. A possível retaliação é uma resposta à interrupção dos pagamentos feitos pelos EUA aos produtores de algodão brasileiros.
 
A entrada do Senado nas discussões sobre os embargos aos EUA foi proposta pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS), durante reunião nesta semana no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A sugestão tem o aval dos presidentes das comissões Ricardo Ferraço (PMDB-ES), de Relações Exteriores, e Benedito de Lira (PP-AL), de Agricultura.
 
O motivo é a compensação de subsídios do governo americano concedidos a seus produtores. Após dez anos de disputa, o Brasil venceu processo contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). A OMC autorizou indenização de US$ 830 milhões.
 
A resolução determina que os americanos paguem US$ 147 milhões por ano aos produtores de algodão brasileiros por meio do Instituto Brasileiro do Algodão. No entanto, a decisão deixou de ser cumprida pelos EUA em setembro do ano passado, em decisão unilateral, sob a alegação de que os americanos enfrentam restrições orçamentárias.
 
“Independentemente das consequências, o governo brasileiro deve dizer a eles que não aceita descumprimento de contrato”, disse Moka. Gilson Pinesso, da Abrapa, afirma que a participação do Senado demonstra que o setor algodoeiro tem tido apoio necessário para buscar seus direitos. “Não há outra saída que não seja a retaliação pelo descumprimento unilateral do acordo pelos norte-americanos”, reforçou.
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