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AGRONEGÓCIO

Exportações de frutas do Brasil batem recorde em 2025 e somam US$ 1,45 bilhão

Crescimento é puxado por aumento no volume embarcado e expectativa para 2026 é positiva com acordo Mercosul-UE

16 janeiro 2026 - 13h25Equipe AE
Fruticultura brasileira registra recorde de exportações pelo terceiro ano consecutivo
Fruticultura brasileira registra recorde de exportações pelo terceiro ano consecutivo - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

As exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, estabelecendo um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo. O resultado representa crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com 2024. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

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O desempenho reforça a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional, mesmo em um cenário internacional marcado por incertezas comerciais, aumento de tarifas e custos logísticos elevados. Para a Abrafrutas, os números consolidam o protagonismo do Brasil no mercado global e fortalecem as perspectivas para 2026.

Segundo a entidade, a expectativa é de avanço ainda maior nos próximos anos, impulsionado pelo progresso do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A avaliação é que a redução gradual de tarifas vai aumentar a competitividade das frutas brasileiras no mercado europeu, especialmente em relação a concorrentes que já acessam o bloco sem encargos.

Uva terá tarifa zerada com acordo - Um dos principais impactos imediatos do acordo será sentido pela uva brasileira. Conforme a Abrafrutas, a fruta terá tarifa de importação zerada assim que o tratado entrar em vigor, o que deve ampliar a presença do produto nos países da União Europeia.

Atualmente, concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para exportar uva ao bloco europeu, o que colocava o produto brasileiro em desvantagem. A mudança tende a corrigir essa distorção e melhorar a competitividade do setor no curto prazo.

De acordo com a Abrafrutas, o resultado expressivo de 2025 é reflexo direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro. Mesmo diante de um ambiente desafiador, o setor manteve os níveis de produção e apostou em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, requisitos cada vez mais exigidos pelo mercado internacional.

A entidade destaca que os produtores seguiram entregando frutas com padrão internacional, o que contribuiu para a ampliação dos embarques e a diversificação dos mercados de destino.

Entre as frutas exportadas em 2025, a manga manteve a liderança em valor. O produto somou US$ 335 milhões, apesar de uma queda de 4% no faturamento, influenciada pela taxação no mercado norte-americano. Em contrapartida, houve crescimento expressivo de 12,59% no volume, com cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano.

O melão foi outro destaque, alcançando US$ 231 milhões, com aumento de 24,9% em valor. Já o limão e a lima registraram exportações de US$ 199 milhões, com alta de 1,5%.

A uva, mesmo com leve retração de 0,13% em valor, somou US$ 158 milhões e apresentou crescimento de 5,62% em volume, o equivalente a aproximadamente 62 mil toneladas exportadas.

A melancia teve o melhor desempenho proporcional, com exportações de US$ 115 milhões e crescimento expressivo de 57,1% em valor.

Expectativa de novo ciclo de crescimento - Para o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, os números de 2025 e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia indicam um cenário favorável para o setor.

Segundo ele, as reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas. Enquanto a uva terá tarifa zerada imediatamente, produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.

A avaliação do setor é que essas mudanças devem abrir espaço para um novo ciclo de crescimento das exportações brasileiras de frutas, com ganhos em competitividade e ampliação da presença do país nos principais mercados internacionais.

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