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Exportação de DDG à China pode mexer no preço da ração em MS

Primeiro embarque brasileiro do coproduto do etanol de milho abre novo mercado e impacta cadeia de carnes

23 fevereiro 2026 - 16h20Da Redação
Mato Grosso do Sul produziu cerca de 1,4 milhão de toneladas de DDG no último ano.
Mato Grosso do Sul produziu cerca de 1,4 milhão de toneladas de DDG no último ano. - (Foto: A Crítica)

O primeiro embarque brasileiro de DDG, sigla em inglês para Distillers Dried Grains (grãos secos de destilaria), para a China marca uma mudança no mercado do milho e pode ter reflexos diretos em Mato Grosso do Sul, um dos principais polos de etanol de milho do país. A abertura do mercado chinês para o produto cria uma nova alternativa de venda e tende a influenciar os preços internos.

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O DDG, sigla para grãos secos de destilaria, é um coproduto da produção de etanol a partir do milho. Rico em proteínas, fibras e minerais, ele é utilizado principalmente na fabricação de ração para bovinos, suínos e aves. A cada tonelada de milho processada, são gerados entre 300 e 330 quilos de DDG, cerca de 30% do volume original.

No último ano, Mato Grosso do Sul processou aproximadamente 4,6 milhões de toneladas de milho para etanol, resultando em cerca de 1,4 milhão de toneladas de DDG. Hoje, esse volume é absorvido, em grande parte, pela cadeia de proteínas animais.

Com a entrada da China como compradora, o produto passa a ter referência internacional de preço. Na prática, isso significa que o valor interno pode se alinhar à chamada paridade de exportação, ou seja, ao preço externo descontados custos de logística e câmbio. Se vender para fora for mais vantajoso, parte da produção pode ser direcionada ao mercado internacional, reduzindo a oferta no Brasil e sustentando as cotações.

Esse movimento pode pressionar o custo da ração e afetar as margens da cadeia de carnes. Por outro lado, se o mercado interno estiver aquecido e oferecer preços competitivos, pode compensar manter o DDG dentro do país, especialmente pelos menores custos logísticos.

Para as usinas de etanol de milho, a exportação abre um novo canal de escoamento, reduz o risco de excedentes e amplia a previsibilidade de receita. Esse cenário tende a estimular investimentos e manter firme a demanda por milho, beneficiando diretamente o produtor rural.

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