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AGRO & EDUCAÇÃO

Programa 'Agrinho' do Senar/MS abre concurso com 11 categorias

Agrinho 2025 desafia alunos e professores a refletirem sobre sustentabilidade e abre inscrições para concurso com 11 categorias

20 fevereiro 2025 - 11h30Da Redação
Andréia Rodrigueiro, coordenadora do Agrinho e analista educacional do Senar/MS
Andréia Rodrigueiro, coordenadora do Agrinho e analista educacional do Senar/MS - (Foto: Lorena Sone)
ENERGISA

As crianças desenham o que veem. Algumas fazem traços delicados de garças no entardecer, outras rabiscam labaredas consumindo árvores retorcidas. Há também aquelas que escrevem histórias. O menino ribeirinho que vê o rio secar. A menina que sonha com um futuro sem queimadas. A cada ano, o Concurso Agrinho recebe desenhos, redações e projetos que falam sobre o Pantanal, esse gigante de água e terra que nem sempre cabe nas palavras.

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"O concurso não é apenas uma competição, mas uma forma de incentivar os alunos a pensar criticamente sobre sustentabilidade e o meio ambiente", explica Andréia Rodrigueiro, coordenadora do Agrinho e analista educacional do Senar/MS. Ela já leu e viu centenas desses trabalhos. Sabe que a criança que hoje desenha um tuiuiú pode, no futuro, estar à frente de projetos ambientais.

Na manhã de quinta-feira (19), Andréia participou do Giro Estadual de Notícias, e falou do programa Agrinho 2025 que neste ano tem o tema Cultivando Saberes e Protegendo o Pantanal. "O Pantanal não é importante apenas para nós, mas para o mundo", diz Andréia.

Andréia Rodrigueiro, coordenadora do Agrinho e analista educacional do Senar/MS

A competição que não parece competição - O Concurso Agrinho tem um roteiro bem definido: são 11 categorias, 9 para alunos e 2 para professores, coordenadores e escolas.

"As escolas fazem adesão ao programa e, a partir daí, já podem participar do concurso", conta Andréia. O processo segue um ritmo previsível:

Primeiro semestre – Professores trabalham o tema com os alunos usando o material do Agrinho.
Segundo semestre – As crianças criam. Desenham, escrevem, projetam. Os trabalhos são enviados.
Final do ano – Os melhores são premiados.

Na prática, o que acontece dentro de cada sala de aula ninguém sabe ao certo. Mas o resultado, ano após ano, mostra que o tema é absorvido. "É muito interessante ver o que as crianças desenham e escrevem para o concurso. Os trabalhos mostram o quanto elas realmente estão engajadas e absorvendo o conhecimento ambiental", diz Andréia. No ano passado, 602 escolas participaram, espalhadas pelos 79 municípios do estado.

O Pantanal contado por muitas vozes - O Agrinho não se limita a escolas públicas ou particulares. As APAEs e comunidades indígenas também participam. "Isso mostra que o Agrinho consegue dialogar com todos os públicos, adaptando a linguagem para cada realidade", destaca a coordenadora.

As histórias e desenhos que chegam ao concurso revelam essas múltiplas perspectivas. A criança da cidade pode escrever sobre a importância das árvores nas calçadas. A que vive no campo, sobre o impacto das queimadas. A de uma aldeia, sobre o rio como um ser vivo.

O concurso acaba sendo um retrato do próprio estado, diverso e cheio de contrastes.

Entre a escola e o mundo real - O Agrinho não termina quando os prêmios são entregues. Ele continua em conversas no jantar, em brincadeiras no quintal, na maneira como as crianças passam a observar o mundo.

"A cidadania e o conhecimento ambiental que os alunos adquirem se refletem nas suas vidas futuras", diz Andréia.

Ela já viu crianças voltarem para casa falando sobre a importância da água limpa, explicando para os pais por que é errado jogar lixo no rio. Algumas, anos depois, escolheram profissões ligadas ao meio ambiente. "O programa tem um impacto real, que vai muito além do concurso", diz.

Como participar - As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.agrinho.ms.com.br. O Senar/MS também disponibiliza um canal de suporte pelo WhatsApp: (67) 99850-0991.

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