
Diante do avanço da mosca-da-carambola e dos riscos à fruticultura nacional, o Ministério da Agricultura autorizou a criação de um centro específico para coordenar ações de controle e resposta à praga, considerada uma das principais ameaças sanitárias do país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou a criação do Centro de Operações de Emergência Agropecuária (COE) voltado ao combate da mosca-da-carambola. A medida foi publicada ontem (19) e tem como objetivo centralizar decisões, ações técnicas e estratégias para conter a disseminação da praga no território nacional.
Atualmente, a mosca-da-carambola está presente nos estados do Amapá, Roraima, Pará e Amazonas, configurando uma emergência fitossanitária em vigor no Brasil. O inseto provoca danos diretos à fruticultura ao utilizar frutas como manga, goiaba e acerola para se alimentar e se reproduzir, o que leva à queda precoce dos frutos e prejuízos aos produtores.
Além das perdas econômicas, a presença da praga representa um risco para o comércio exterior. Países importadores podem restringir ou barrar a entrada de frutas frescas oriundas de regiões com registro da mosca, afetando diretamente as exportações brasileiras.
Segundo a portaria, a coordenação do COE ficará sob responsabilidade do Departamento de Serviços Técnicos, ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa. Entre as principais atribuições do centro estão a articulação entre setores do próprio ministério e outros órgãos de defesa agropecuária, a atualização constante do cenário da praga, a produção de materiais técnicos para orientação e conscientização, além da proposição de medidas para tornar a resposta mais rápida e eficiente.
O grupo será formado por técnicos do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas e do Departamento de Planejamento e Estratégia do sistema nacional de sanidade agropecuária, reunindo especialistas para enfrentar o problema de forma integrada.

