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LITERATURA

Por que ler importa? Livros fundamentais para formar olhar crítico e sensível

Em data que celebra o hábito de ler, especialista reforça que a leitura amplia a empatia, a autonomia e o olhar crítico sobre o mundo

5 janeiro 2026 - 10h05Carlos Guilherme
Especialista destaca que a leitura forma indivíduos mais empáticos e autônomos  e indica 20 obras essenciais que atravessam gerações.
Especialista destaca que a leitura forma indivíduos mais empáticos e autônomos e indica 20 obras essenciais que atravessam gerações. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Celebrado na próxima quarta-feira (7), o Dia do Leitor é um convite à reflexão sobre o papel da leitura na formação intelectual, emocional e social das pessoas. Mais do que um hábito, ler é um ato de transformação, capaz de ampliar repertórios, despertar a empatia e fortalecer a capacidade de compreender o mundo sob múltiplas perspectivas.

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Para a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, Renata Lima, incentivar a leitura desde cedo é uma das escolhas mais poderosas para o desenvolvimento humano.

“Ler é uma forma de construir autonomia porque amplia o repertório simbólico e oferece instrumentos para nomear, organizar e questionar o mundo. É pela linguagem que o pensamento ganha densidade e que o sujeito aprende a transitar entre diferentes perspectivas”, afirma a educadora. Segundo ela, o vínculo com os livros, quando cultivado desde a infância, cria leitores capazes de sustentar aprendizagens ao longo da vida. “A leitura forma indivíduos mais atentos, críticos e empáticos”, resume.

Os 20 livros essenciais indicados:

Autores brasileiros Obra Descrição
Clarice Lispector A Hora da Estrela (1977) A história de Macabéa, uma jovem nordestina invisível à sociedade, em busca de sentido e reconhecimento.
Rachel de Queiroz As Três Marias (1939) Retrato do amadurecimento de três amigas e dos desafios da mulher no Brasil do século XX.
Jorge Amado Capitães da Areia (1937) Meninos abandonados em Salvador enfrentam a pobreza e sonham com liberdade.
João Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas (1956) Uma viagem filosófica e poética pelo sertão e pela alma humana.
José de Alencar Iracema (1865) Romance indianista que simboliza o encontro entre culturas indígena e europeia.
Mário de Andrade Macunaíma (1928) A saga do “herói sem nenhum caráter”, símbolo das múltiplas identidades do brasileiro.
Machado de Assis Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) O defunto-autor revisita a própria vida com ironia e crítica à sociedade imperial.
Euclides da Cunha Os Sertões (1902) Relato sobre Canudos que mistura literatura e jornalismo em denúncia social.
Carolina Maria de Jesus Quarto de Despejo (1960) Diário real que expõe a dura rotina de uma mulher negra e favelada em São Paulo.
Graciliano Ramos Vidas Secas (1938) A luta de uma família sertaneja contra a fome, a seca e a opressão.

Autores estrangeiros Obra Descrição
Isabel Allende A Casa dos Espíritos (1982) Saga familiar que atravessa gerações e retrata a história política da América Latina.
Franz Kafka A Metamorfose (1915) O drama de Gregor Samsa, homem que desperta transformado em inseto.
George Orwell A Revolução dos Bichos (1945) Alegoria política sobre poder, corrupção e tirania.
Gabriel García Márquez Cem Anos de Solidão (1967) A saga da família Buendía em Macondo, símbolo da solidão e da memória coletiva.
Miguel de Cervantes Dom Quixote (1605) O fidalgo sonhador que luta contra moinhos e inspira gerações com sua utopia.
José Saramago Ensaio sobre a Cegueira (1995) Uma epidemia de cegueira revela o colapso moral e ético da sociedade.
Mary Shelley Frankenstein (1818) O clássico da ficção científica sobre criação, rejeição e responsabilidade.
Anne Frank O Diário de Anne Frank (1947) Relato comovente de uma adolescente judia durante o Holocausto.
Antoine de Saint-Exupéry O Pequeno Príncipe (1943) Uma fábula poética sobre amor, amizade e essência da vida.
Jane Austen Orgulho e Preconceito (1813) Romance sobre amor, classe e independência feminina na Inglaterra do século XVIII.
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