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Viviane Feitosa

MARKETING & COMUNICAÇÃO

“Os livros têm sido minha terapia nesses tempos tão complexos” conta criadora do perfil @livrosdaclau

21 agosto 2020 - 19h31Por Viviane Feitosa

Multitarefas na prática, a advogada e jornalista Claudia Orsi Abdul Ahad Securato é sócia de um escritório que leva seu sobrenome e mãe do Antônio, 6 anos, e dos gêmeos Vicente e Helena, 5.

Isso já a credenciaria como uma pessoa bem ocupada, para dizer o mínimo. Mas a campo-grandense radicada há 18 anos em São Paulo conseguiu incluir mais uma tarefa nas suas horas.

Desde agosto de 2019, ela passou a compartilhar no perfil do Instagram @livrosdaclau os livros que lê. E aí este ano – após a pandemia do coronavírus - ela e o marido, o empresário José Cláudio Securato, se mudaram com os três filhos para uma temporada em Campo Grande, a fim de fugir do crescente número de casos em São Paulo.

Por aqui, com mais horas livres e alguma disciplina, foi natural que o ritmo de livros lidos acelerasse. “Antes da pandemia, lia em média 1 ou 2 livros por mês, já que a rotina em São Paulo de trabalho, família e crianças é bem puxada, mas desde março aumentei a média para 1 livro por semana. Os livros têm sido minha terapia nesses tempos tão complexos”.

Do tipo que aprendeu a não procrastinar, Claudia me respondeu de pronto na mesma tarde às perguntas abaixo sobre essa paixão que compartilhamos, os livros.

V- Claudia, você sempre foi uma leitora assídua ou foi um processo que começou agora durante a quarentena?

Claudia - Sempre li muito, desde criança. Lembro da Coleção do Monteiro Lobato que ganhei da minha avó Marlene, aos 10 anos, e se tornou meu "brinquedo" preferido. Compartilhava minhas dicas de leituras com minhas amigas e resolvi criar o Insta para tentar disseminar esse hábito e essa paixão para mais pessoas. Antes da pandemia, lia em média 1 ou 2 livros por mês, já que a rotina em São Paulo de trabalho, família e crianças é bem puxada, mas desde março aumentei a média para 1 livro por semana. Os livros têm sido minha terapia nesses tempos tão complexos.

V - E sobre a estadia em Campo Grande com filhos e marido, nesse período de pandemia, quais pontos positivos você consegue destacar?

C - Me mudei de Campo Grande em janeiro de 2002. E, desde então, não passei mais de 1 mês por aqui. Mas, literalmente, decidimos fugir do ápice da pandemia em São Paulo. Voltar depois de 18 anos, com meu marido paulistano e 3 filhos, foi uma experiência que nunca imaginei que viveríamos. Estamos aqui desde abril, vivendo intensamente com minha família, avós, pais, irmãos, sobrinhos, primos e não poderíamos ter escolhido lugar melhor para passar essa pandemia. A vida ao ar livre e a convivência com a família deixarão saudades quando voltarmos para São Paulo.

V - Você tem dado várias dicas de livros infantis. E para os pais? Quais leituras você indica para educação dos filhos?

C - Eu não sou uma especialista em educação infantil, mas tenho bastante interesse no tema criação de filhos e sempre que leio algum livro encontro pontos que me identifico e consigo aplicar para me ajudar com crianças. Dois livros recentes que gostei muito são: Como criar um adulto, da Julie Lythcott-Haims e Comunicação Não-Violenta, do Marshall B. Rosenberg. Esse último foi bem importante para mim no começo da quarentena com crianças e penso que tem aplicação para todos os outros aspectos da vida!

V - Qual o livro que mais te marcou até hoje?

C - Essa é uma pergunta muito difícil. Tenho muitos livros que me marcaram em diferentes momentos da minha vida, faria uma boa lista, mas vamos lá: 1. Casa dos Espíritos: Isabel Allende, li esse livro adolescente e desde então li todos os livros da autora e espero ansiosamente seus próximos lançamentos. 2. Americanah: Chimamanda Ngozi Adichie, meu preferido de literatura contemporânea dessa autora nigeriana que escreve sobre preconceitos e dramas familiares de uma maneira muito profunda. 3. Eu, Malika Oufkir, a prisioneira do rei: Malika Oukfir, reli esse livro esse ano e essa escolha foi ilustrativa porque amo biografias de mulheres fortes e com história de superação. Tem uma boa lista no insta!

V – Um autor ou obra que todo mundo deveria ao menos conhecer e ler sobre:

C - Gabriel Garcia Marquez com O Amor nos Tempos do Cólera ou Cem Anos de Solidão, para guardar para sempre no coração.

V - Uma tática para prender atenção e prosseguir na leitura em época de tantas telas:

Minha dica é separar um momento do dia para ler. Comece com 15 minutos e aumente quando achar que faz sentido para você. Leitura é um hábito que quando você se apaixona, não consegue parar mais. Importante, nesse momento, deixe o celular no silencioso!

V - Os seus filhos também gostam de livros ? Já demonstram que tipo gostam ?

C - Meus filhos adoram livros, desde bebês leio para eles.Tento intercalar livros com lições importantes com livros que eles, assim como todas as crianças adoram, ex. princesas, super heróis, futebol. Estou relendo e lendo para eles todos os livros do Harry Potter e tem sido muito gratificante para nós essa diversão em família. Os 3 estão em processo de alfabetização nesse momento super complicado de homeschoolling e o interesse pela leitura tem me ajudado muito na evolução deles.

 

V – E uma dica para quem tem filhos e quer ler, mas não conta com ajuda de babás:

C – Hoje, meus filhos estão com 5 e 6 anos, e eu leio durante a hora que eles têm para ver TV. Outra dica é ler durante o horário da soneca deles. É bem difícil ler com as crianças pulando em cima de você.

Quer conhecer as dicas de leitura da Claudia? SIGA AQUI.

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