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Música

“Chorão não Morreu com o rock nacional” diz vocalista do Joey

1 março 2015 - 10h38Editor
Carlinho Joey
Carlinho Joey - Divulgação

Apresentado ao cantor Chorão por um amigo em comum,  o vocalista da banda Joey, Carlinhos,  andava de skate e como ele diz, “dava rolés” junto ao  chorão no parque do Ibirapuera, Anhangabaú e São Bernardo, em São Paulo. Além de parceiros na pista de skate ele sempre viu o amigo como um ídolo. “Por mais próximo que você fosse do cara, não tinha como não continuar sendo fã do maluco, o que era especial realmente. O trabalho, a jornada dele, infelizmente terminou precocemente, Porém, o legado dele não pode passar batido, porque o que foi feito por ele foi algo muito relevante para o rock nacional. O Charlie Brown Jr. foi a banda póstuma que carregava o rock nas costas e estava no auge.”. O chorão não morreu junto com o rock, e no que depender de mim, isso nunca irá acontecer, explica o vocalista.

“Pretendo e vou continuar o legado que o cara deixou, no sentido do rock, e de levar isso pra molecada, mas isso deve ser feito com respeito e de forma verdadeira, jamais forçada. O público não é bobo, o público sabe quando a coisa é sincera e natural, quem tem o dom e quem tenta forçar algo goela abaixo, tanto é que fãs do Charlie Brown Jr. são a maioria dos inscritos do meu canal no Youtube e nos comentários dos primeiros  vídeos” desabafa,  e completa: Quando componho, não penso: "ah, vou fazer um lance na pegada dos caras. Essa pegada sai naturalmente porque cresci ouvindo isso, aprendi  a cantar e tocar ouvindo esses caras,  e não sentirei nenhum incômodo, jamais, com comparações ou coisas do tipo, pelo contrário, pois faço com respeito e amor”.  Finaliza. Carlinho tem 13 anos na música.

 “O Tadeu Patolla é um cara que um feeling animal. Muito acima da maioria dos produtores por aí, pra te falar a verdade. Não é só porque me aceitou para produzir ou por encheção de bola, mas o cara tem uma visão diferenciada. Ele descobriu a maior banda de rock que o Brasil já teve, não precisa falar mais nada sobre o cara”. Por isso acreditei no projeto. O Joey já começa com o pé direito e recebe o apoio dos fãs do Charlie Brown Jr. Segundo conta Carlinho, um amigo postou um vídeo deles em um canal do Youtube onde 90% do público era de fãs do Chorão, a partir de então o trabalho “bombou” e ele teve a certeza que buscaria investir nesse trabalho. 

  Questionado como analisa o cenário do Rock nacional, Carlinho dispara que quando falamos de música, falamos em gêneros e subgêneros. O Rock, por si só, é um gênero único e ponto, que nunca vai morrer. Segundo ele Rock é mais que música, é um estilo de vida, uma forma de viver, uma intensidade de atitude. Pode morrer a população toda, sempre irão nascer os loucos do rock, a galera que tem personalidade, atitude, que quer se expressar e ser diferente, e que seja porta-voz de seus sentimentos, que se identifique com as coisas que vive. “Digo isto porque a galera do rock jamais irá se render a outros estilos musicais cíclicos que vão e vem. Não é só a música em si, você pode ser rock sem mesmo saber que é. Se você tem atitude, não tem papas na língua e manda o papo reto acerca do que pensa, você é um cara ou uma mina rock! Tem muita gente que é rock e nem sabe. Em inglês, existe um termo: you rock! It rocks! Então, acho que é por aí. Hip hop é rock, rap é rock, reggae é rock, assim como tudo que tenha atitude e personalidade.”

Em um vídeo amador postado no Youtube ainda em 2013, o cantor e compositor revela um pouco do que os fãs podem esperar, a banda está em estúdio e ainda em Março o trabalho oficial será lançado com produção do Tadeu Patolla das músicas “Marolando” e “Extremo de Dois Mundos”. Integrantes do Charlie Brown JR, podem fazer parte do projeto, mas os detalhes ainda são surpresa para os fãs.

 Vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=pdB83F7mYX8