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DESENVOLVIMENTO

Ferroeste deverá trazer até R$ 4 bilhões de investimentos na construção da ferrovia até Maracaju

15 junho 2020 - 10h21 Por Rosana Siqueira

Maracaju está cada vez mais perto de ver a retomada dos trilhos da ferrovia. Pelo menos é o que prevê o Governo do Estado que deverá se reunir com o Governo do Paraná na próxima semana para assinar o início dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) que vão compreender trechos de ferrovia entre Maracaju (MS), Guaíra, Cascavel, Guarapuava e Paranaguá, além do ramal Cascavel/Foz do Iguaçu, numa extensão total de mais de 1,3 mil quilômetros. A informação foi repassada pelo secretário de Estado da Produção, Jaime Verruck que participou nesta segunda-feira (15) do programa Giro Estadual de Notícias.

"Existe um região significativa sendo impactada por esta notícia da inserção da Ferroeste em uma Parceria Pública de Investimentos do Governo Federal. Isso significa que o projeto poderá conseguir investidores para ser executado. A ferrovia paranaense já opera quase 300 km de trilhos no Paraná e tem concessão até 2079. A meta agora é implantar um ramal de mais de 700 km entre Cascavel a Maracaju. Isso vai criar um corredor de fluxo de escoamento de produtos até o porto de Paranaguá", enfatizou Verruck.

Ele salienta que os estudos de viabilidade avaliarão as possibilidades de implantação de dois trechos: o primeiro é a ferrovia Paranaguá/Maracaju (MS), com extensão aproximada de 1.191 quilômetros, enquanto o segundo trata-se do ramal ferroviário Cascavel/Foz do Iguaçu, com extensão aproximada de 179 quilômetros.

Entre outras coisas, o EVTEA-J deve buscar alternativas para possibilitar a interoperabilidade entre os trechos e a malha existente; justificar a viabilidade econômico-financeira dos trechos que compõem o corredor Oeste se considerando a demanda de cargas de exportação e importação existente; permitir o transporte de cargas até o Porto de Paranaguá de forma rápida, segura, eficiente e economicamente atrativa, além de buscar o melhor traçado para a implantação do projeto, considerando o aproveitamento do trecho já em operação entre Cascavel e Guarapuava.

Os trechos a serem contemplados pelos estudos estão subdivididos em Maracaju (MS)/Dourados (MS) (106 km); Dourados (MS)/Guaíra (254 km); Guaíra/Cascavel/ Ibema (201 km); Ibema/Goioxim (136 km); Goioxim/Guarapuava (67 km); Guarapuava/Prudentópolis (74 km); Prudentópolis/Engenheiro Bley (158 km); Engenheiro Bley/São José dos Pinhais/Alto da Serra (75 km); Alto da Serra/Pé da Serra/Morretes (62 km); Morretes/Paranaguá (19 km); Paranaguá/Pontal do Paraná (39 km) e ramal Cascavel/Foz do Iguaçu (179 km).

"O governo não vai alocar recursos porque a proposta foi  qualificada na PPI. Isso dá visibilidade para investir e possibilidade de primeiro contratarmos o Evetea. Ou seja são duas notícias positivas, primeira a inclusão na PPI e a assinatura do evetea que vai definir onde vai passar a ferrovia, os custos e dos terminais até Maracaju. Na próxima semana o estudo deverá ser assinado entre o governador Reinaldo Azambuja e o governo do P`R, Ratinho Júnior", salientou.

A previsão é que seja,m investidos de R$ 3 a R$ 4 bilhões apenas no trecho dentro de MS com geração de mil empregos, salientou o secretário.

Verruck ainda falou sobre a Malha paulista, a Malha Oeste e a possibilidade retomada das ferrovias. 

GAL COSTA

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