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PREVENÇÃO

Brasil ainda é o segundo no mundo no número de casos de Hanseníase

29 janeiro 2019 - 17h00 Por Carlos Guiherme Ferreira

Uma das doenças mais antigas da Humanidade, a hanseníase, tem em 29 de janeiro um dia mundialmente escolhido para sua conscientização. O Brasil é o segundo País no ranking mundial de casos registrados, de acordo com o Boletim Epidemiológico, divulgado pela Secretária de Vigilância em Saúde no ano passado. Foram 21.218 novos casos da doença.

A hanseníase é uma doença crônica e transmissível. Possui como agente o bacilo, que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo ocasionar lesões neurais.

Segundo a dermatologista Elza Garcia, que atua em Campo Grande, a maioria das pessoas tem o sistema imunológico naturalmente resistente à doença. Assim, mesmo ao aspirar as bactérias causadoras da hanseníase, o organismo trata de eliminá-las. Já aqueles que adquirem a doença têm uma predisposição genética. Há casos em que os portadores demoram até cinco anos para apresentar a primeira erupção na pele.

 “É necessário cuidar na fase inicial, pois ela pode evoluir. A evolução pode levar de um a cinco anos, e apesar de ser lenta, ela irá se espalhar por todo o corpo e ficar localizada em algumas áreas”, diz.

Elza complementa que as causas da doença são relacionadas a cuidados primários com a saúde, relacionados a condições sociais e sanitárias como rede de esgoto. O contágio pode acontecer também quando há muitas pessoas em uma mesma residência e uma delas está infectada com a bactéria.

A dermatologista alerta, no entanto, que a a doença não é transmitida pelo uso de roupas, objetos pessoais ou contato físico. É notório ver o quanto as vitimas de hanseníase sofrem preconceito após o diagnóstico. “Algumas pessoas ficam com medo de ter um contato físico com quem tem a hanseníase, por ter medo de ser contaminado pela doença. E isso não acontece. A partir do momento que o portador de Hanseníase estiver medicado não é mais possível transmitir a doença".  

O tratamento da doença no estado melhorou muito, é eficaz, mas demanda acompanhamento constante, orienta Elza. “A doença tem tratamento. Para os pacientes cuja doença aparece de forma localizada, o indicado é seis meses. E para a pessoa que apresenta a doença na forma mais espalhada, o tratamento é de doze meses. Mas é importante fazer o acompanhamento depois, uma consulta pelo menos uma vez por ano”, conclui.

Sintomas da Hanseníase:

Alguns dos sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são:

Áreas com diminuição dos pêlos e do suor;
Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas;
Inchaço de mãos e pés;
Diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos;
Úlceras de pernas e pés;
Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;
Febre, edemas e dor nas juntas;
Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;
Ressecamento nos olhos.

Como prevenir?

O diagnóstico precoce e o tratamento da Hanseníase são as principais formas de prevenir as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase. A avaliação neurológica deve ser realizada:

·              no início do tratamento;

·              a cada 3 meses durante o tratamento, se não houver queixas;

·              sempre que houver queixas, tais como: dor em trajeto de nervos, fraqueza muscular, início ou piora de queixas parestésicas;

·              no controle periódico de pacientes em uso de corticóides, em estados reacionais e neurites;

·              na alta do tratamento;

·              no acompanhamento pós-operatório de descompressão neural, com 15, 45, 90 e 180 dias.

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