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Entrevistas

Mariah Barros – Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde
Mariah Barros – Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de SaúdeAlberto Gonçalves
CAMPANHA NACIONAL

Unidades de saúde de Campo Grande começam a campanha de vacinação contra a gripe nesta terça

A previsão é de vacinar 200 mil pessoas até o dia 26 de maio, quando terminará o período de vacinação

Nesta terça-feira (18), a Prefeitura de Campo Grande começa a imunizar os grupos participantes da campanha contra a gripe H1N1. A previsão é de vacinar 200 mil pessoas até o dia 26 de maio, quando terminará o período de vacinação.

Neste ano, a campanha será feita de forma diferente de anos anteriores, conforme explicou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Mariah Barros. O primeiro grupo a ser imunizado, a partir desta terça (18) será de crianças com menos de dois anos e os profissionais da saúde.

A coordenadora também explicou que poderá haver demora e até mesmo algumas filas nos postos de saúde, isso porque serão necessários a conferência e o registro das pessoas imunizadas no sistema de saúde municipal, para assim haver um acompanhamento.

Durante a campanha deste ano não haverão postos volantes. As vacinas serão aplicadas somente na rede de saúde municipal e por um período na praça Ary Coelho, com acompanhamento da Sesau.

Confira a entrevista com Mariah Barros  para ficar por dentro de como acontecerá  a campanha de vacinação contra a gripe.

A Crítica – A campanha de vacinação contra a gripe começa esta semana?

Mariah Barros – Nesta segunda-feira (17) estaremos distribuindo as vacinas nas unidades de saúde. Vamos começar a vacinar na terça, dia 18. Isso já estava acordado antes em uma reunião com todos os gerentes e responsáveis por salas de vacina. Então, no dia 17 as unidades serão abastecidas e na terça-feira a campanha de vacina começa.

A Crítica – Quem poderá se vacinar nesse início de campanha e como será essa distribuição de vacina?

Mariah Barros – Inicialmente serão vacinados os profissionais de saúde e as crianças menores de dois anos. A partir do dia 24 serão vacinadas as gestantes, as puérperas (mulheres até 45 dias de parto) e os menores de cinco anos de idade. Do dia 2 de maio em diante serão vacinados os demais grupos.

Pedimos à população para respeitar esse cronograma, porque a vacina é entregue pelo Ministério da Saúde de forma escalonada, ela não chega toda de uma vez só. Serão enviadas as vacinas para os profissionais de saúde e crianças menores de dois anos. Então, neste momento, a vacinação será direcionada a essa população.

A Crítica – A partir do dia 2 de maio quais são as pessoas que podem tomar a vacina?

Mariah Barros – Entram as pessoas que tenham comorbidade (presença ou associação de duas ou mais doenças no mesmo paciente); as pessoas privadas de liberdade; os professores, ou seja, a vacinação será aberta à população elegível pelo Ministério da Saúde. Aquelas pessoas que fazem parte dos primeiros grupos de vacinação e perderam ou não conseguiram se vacinar, poderão também receber a vacina a partir do dia 2, quando a imunização será mais ampla.

A Crítica – Pessoas que tenham algum tipo de problema de saúde e querem tomar a vacina, como devem proceder?

Mariah Barros – Neste ano, para termos um maior controle sobre esse número biológico, trabalharemos da seguinte forma: Primeiro, toda população vai ter que apresentar o número do cartão que utiliza no posto de saúde, o número de prontuário dessa pessoa ou o Cartão Nacional de Saúde.  As pessoas que têm alguma comorbidade  já podem providenciar uma cópia de receita, laudo e isso ficará nas mãos do vacinador. Isso é uma forma que temos de garantir que sejam vacinadas as pessoas que realmente tenham acomorbidade e que fazem parte da relação que é indicada pelo Ministério da Saúde. As gestantes, em gestação ainda não visível, também terão de apresentar um resultado de exame para comprovação da gravidez, caso esteja ainda no início. É importante que a população participe.

Não teremos unidades volantes de vacinação. Só estarão funcionando para a imunização as unidades de saúde. No período do dia 8 a 20 de maio haverá um trailer na praça Ary Coelho.Inclusive, o dia 13 de maio será o chamado dia D da campanha de vacinação. Supermercados e shoppings não terão mais vacina, porque estaremos fazendo um controle mais rigoroso em relação a esses imunobiológicos.

Estaremos nos locais de vacinação com sistema computadorizado. Através dele vamos saber  sobre toda vacina que entra e sai de uma unidade de saúde.

A Crítica – Para que a população possa entender melhor, além desses grupos citados quem mais pode tomar a vacina. Os professores entram neste grupo?

Mariah Barros – Entraram os professores do ensino regular, ensino básico de escolas de crianças especiais, educação de jovens e adultos, ensino superior de escolas públicas e privadas. Outros professores, de outros tipos de curso, não entram, somente do ensino regular. Ainda podem se vacinar as pessoas acima de 60 anos. Em relação às pessoas que tenham doenças, há uma listagem que incluem, por exemplo, doenças respiratórias, cardíacas crônicas, congênitas, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca; a hipertensão junto de comorbidade; obesos; pacientes renais, doenças hepáticas crônicas; doenças neurológicas crônicas; diabetes; imunossupressão;  transplantados; portadores de trissomia - que são problemas genéticos como síndrome de down e outras síndromes.As unidades terão essa lista de doenças e será preciso que as pessoas mostrem ou uma receita ou um laudo médico para evitar que uma pessoa minta e tome a vacina, que pode ser  direito de uma outra pessoa.

A Crítica – A campanha de vacinação começa no dia 18 de abril e termina quando?

Mariah Barros – A previsão de término é dia 26 de maio. Nós tínhamos uma meta de 80% dessa população para ser imunizada. Agora, o Ministério aumentou essa meta para 90%. Isso significa, aproximadamente, vacinar 200 mil pessoas. Mas se hipoteticamente sobrarem vacinas elas serão utilizadas.

Por ser esse ano uma campanha em que estaremos trabalhando de forma um pouco mais severa, mais arrojada, pedimos a compreensão e a paciência da população. Sabemos que haverá fila, espera, que terá reclamação, mas tenham paciência, porque o nosso objetivo é imunizar as pessoas que fazem parte de um grupo de risco. Nosso objetivo é que essa vacina fique registrada no prontuário da pessoa. Se um dia ela precisar comprovar que foi vacinada, esse controle vai estar lá. É uma maneira também que temos de controlar melhor os imunobiológicos. Então, peço que a população colabore, se for necessário vamos usar senha, mas tenham calma e paciência que vai dar tudo certo.

A Crítica – Há alguma contra indicação em relação à vacinação?

Mariah Barros – Alérgicos a ovo não devem fazer uso da vacina, ou quem tenha contra indicação médica.

A Crítica – Este é o período ideal para a vacinação, pois já aconteceram vários casos de pessoas que contraíram gripe?

Mariah Barros – Neste período do ano é comum as doenças respiratórias acometerem mais as pessoas. É o período que começamos a ter oscilação de temperatura, ficamos mais em ambientes fechados, uma época em que começam a surgir mais gripes e resfriados, mas não significa que seja sempre o H1N1 ou H3N2, influenza. Podem ser outras viroses.

A Crítica – A vacina consegue abranger todos os vírus existentes da influenza?

Mariah Barros – Não. A vacina não contempla todos os vírus respiratórios. Temos inúmeros vírus respiratórios e é impossível uma vacina que contemple tantos vírus. A vacinavai cobrir os principais vírus, aqueles que mais circularam no ano passado.

A Crítica – O sistema de saúde de Campo Grande, atualmente, está preparado caso haja algum tipo de epidemia?

Mariah Barros – Aqueles pacientes que venham a apresentar uma síndrome respiratória e que necessitem de hospitalização, a Saúde tem comoatender. Nem todos os pacientes necessitam de uma hospitalização. Muitas vezes em um estado gripal, o profissional pode monitorar o paciente em casa e já entrar coma medicação indicada, que também se encontra na rede pública, que é o ‘tamiflu’, mas nem todos necessitamde internação.

A Crítica – Qual seria a melhor maneira de se precaver contra a gripe?

Mariah Barros – Há algumas precauções que podem ser tomadas, mas lógico que por ser um vírus respiratório você pode acabar adquirindo. Então, a lavagem das mãos é importante, proteger as vias respiratórias no momento de espirrar, de preferência com lenço de papel, evitando lenços de tecidos ou a própria roupa. Evitar lugares fechados, aglomerações e procurar se hidratar. São medidas que ajudam e uma boa alimentação também interfere.

 

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