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ELEIÇÃO

Queremos fazer com que o CREA volte a ter visibilidade institucional e retorne de fato a olhar seus engenheiros

É o momento em que o Confea e os CREAs estaduais precisam trabalhar melhor em defesa de seus profissionais

4 Dezembro 2017 - 07h53Alberto Gonçalves
Engenheiro civil Marco Antônio Paulino Maia
Engenheiro civil Marco Antônio Paulino Maia - A Crítica

As eleições para presidente do CREA-MS, Confea e para diretores gerais e administrativos da Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA-MS, a Mútua, serão realizadas no dia 15 de dezembro, das 9h às 19h. Em Mato Grosso do Sul poderão votar todos os profissionais em dia ou em parcelamento com a anuidade de 2017.

São 17 as cidades que contarão com urnas: Aquidauana, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Três Lagoas, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Amambai, Jardim e Sidrolândia. Os profissionais que residirem em cidades que não tiverem urna deverão consultar previamente o seu local de votação, já que não haverá voto em trânsito.

Quatro candidatos disputam a presidência do órgão em Mato Grosso do Sul: o engenheiro agrônomo Dirson Artur Freitag (número 100); engenheiro civil Marco Antônio Paulino Maia (número 106); engenheiro agrônomo Abrahão Malulei Neto (número 112) e o engenheiro ambiental Rodrigo Costa (número 117).

O engenheiro civil Marco Maia falou sobre suas propostas à frente do Conselho Regional, onde pretende buscar em uma primeira etapa reintegrar a categoria junto ao Conselho. Maia defende maior visibilidade do CREA, para que a sociedade tome conhecimento de suas funções e atribuições e, ao mesmo tempo, possa realmente contribuir para os profissionais da engenharia.

Acompanhe a entrevista:

A Crítica – Qual seu principal foco para conquistar a presidência do CREA e como será essa eleição?

Marco Maia –Agora é o momento de reintegrar a categoria. Houve muita briga no CREA e com isso todos perderam. Nessa eleição, vamos votar na verdade por três vezes. Para a presidência do Confea, do CREA e também a diretoria Mutua, que é a Caixa de Assistência. Serão urnas eletrônicas.  A eleição será realizada no dia 15 de dezembro de 9h até as 19h. A nova diretoria assume em 1º de janeiro e fica até 2020, um triênio.

A Crítica – O que seria a Mútua?

Marco Maia –A Mútua é uma caixa de assistência ao engenheiro. Grande parte dos profissionais do interior não sabe para que serve a Mútua. Ela faz o financiamento para o engenheiro que precisa comprar algum equipamento. Ela tem uma das menores taxas do mercado. Para ter o direito a usufruir da Mútua, o profissional precisa estar filiado e, após um ano, passa ter os direitos, incluindo até Plano de Saúde .

A Crítica – Qual sua expectativa para essa eleição?

Marco Maia - Convocamos para que todos os profissionais de fato se interessem por essa eleição. Acho importante a participação ativa do profissional. Para isso estamos querendo levar ao Confea o pedido das eleições digitais para as próximas etapas de escolhas. Somos a única entidade que não vota pela internet. Isso oportuniza uma abstenção muito grande. Nas últimas eleições chegou-se a mais de 85% de abstenção, porque não há obrigatoriedade e nem penalidade para quem não vota.

A Crítica – A eleição então será física, o profissional terá de ir até o local e votar?

Marco Maia – Sim, no CREA e em outras 16 inspetorias em todo Estado de Mato Grosso do Sul.  

A Crítica – Quantos profissionais estão registrados no CREA em MS?

Marco Maia – Há em média 16 mil profissionais. Calculamos serem 9 mil ativos e, na última eleição votaram 2.025 profissionais apenas. Por isso conclamamos a todos para votarem. Nosso símbolo é ‘Muda CREA’ . Pedimos que os profissionais compareçam e votem para mostrar que vale a pena ter o CREA em defesa dos engenheiros. Além disso, queremos mudar a postura atual do CREA que não mostra visibilidade para a sociedade. Às vezes me pergunto: por que tanto segredo em relação ao CREA? Hoje, o Conselho tem uma total omissão à sociedade. Acho que a sociedade merece saber, pois o Conselho é uma autarquia federal que tem de ser referendada e respeitada. Esse é um dos meus objetivos: fazer com que o CREA volte a ter visibilidade institucional e retorne de fato a olhar seus engenheiros e todos os profissionais do sistema com carinho.

A Crítica – Hoje, o Conselho engloba algumas categorias profissionais, como agronomia, ambiental, geólogos, técnicos. Isso cria  algum conflito?

Marco Maia – Isso nós chamamos de sombras. Todas as categorias acabam tendo problema. Por exemplo, da engenharia civil com a elétrica, do agrônomo com o ambiental. Essa discussão há anos que existe. Então,queremos tentar sentar à mesa para discutir essa grade curricular e definir de fato o que é competência de cada engenharia. Na verdade é a oportunidade que temos de definir com o MEC o que cada categoria pode fazer. Temos problemas com o CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo, que recentemente se desvinculou do CREA. Isso porque o CAU confirma algumas atribuições que não pertencem à sua grade curricular, o que tem provocado um sério debate sobre o assunto. Na verdade, ninguém vai querer prejudicar ou tomar espaço de ninguém, mas acredito que as duas entidades devem discutir isso junto ao MEC para definir as atribuições de cada uma delas.

A Crítica – Ao se falar em CREA, a primeira informação está ligada à obra de construção civil e fiscalização da mesma, mas muitas vezes, nessas obras se quer tem o nome de seus responsáveis ou mesmo um profissional qualificado. A fiscalização é o grande problema?

Marco Maia –O grande problema que temos é a fiscalização. Ela de fato foi feita para coibir os maus profissionais e aqueles que não são profissionais. Temos uma preocupação com isso e assim queremos primeiro informatizar melhor a fiscalização. Essa reclamação é muito maior e mais intensiva no interior do Estado. Queremos fazer o aplicativo disque-denúncia ou mesmo dentro do CREA. O profissional verdadeiro recolhe inúmeros tributos, como taxas municipais, estaduais, federais. Enquanto que o construtor que nada recolhe consegue ter menor preço e na verdade pode colocar o cliente em risco. Essa falta de visibilidade do CREA em mostrar à sociedade a obrigatoriedade do registro no Conselho é o que pretendo instituir na mídia, para dizer qual é a verdadeira função do engenheiro. O CREA se afastou da visibilidade das instituições e isso tem ocasionado muitas reclamações. Não é justo cobrar de um profissional, quando ele tem ao lado uma obra sem um profissional habilitado.

Na verdade, o CREA, desde 1966, pode fiscalizar, mas ele não tem o poder de veto. Tenho de procurar a Defensoria Pública, ou o Ministério Público Federal, para paralisar uma obra irregular. O CREAapenas verifica  a RT (responsabilidade técnica) e a placa com nome do engenheiro e registro. Por isso queremos oportunizar para a fiscalização cursos de engenheiros para melhorar a vida do contratante e do contratado e também do próprio engenheiro que vai receber esse técnico de fiscalização. Essa é uma proposta que o Conselho Federal tem de analisar para que o CREA possa ter poder de veto e de embargar uma obra irregular.

A Crítica – Por que você diz que o CREA está sem visibilidade?

Marco Maia – Para se ter uma ideia, na década de 1990, o Presidente da República ligava para o presidente do Confea para indicar ministro do Planejamento, da Agronomia. Hoje, quem nomeia esses cargos são outras categorias. Assim, esse afastamento do Confea e do CREA nos fez pagar um preço muito caro. Hoje, a engenharia é omaior PIB e maior gerador de empregos. Temos atualmente 5 mil obras paradas e mais de 600 mil profissionais desempregados. É o momento em que o Confea e os CREAs estaduais precisam olhar melhor em defesa de seus profissionais.

A Crítica – Atualmente, cargos públicos, em várias esferas das administrações, possuem o profissional da engenharia qualificado em posições técnicas?

Marco Maia –Esse é outro grande problema. Pretendemos realizar um fórum para debater questões como: por que em secretarias ou ministérios ligados à infraestrutura, o titular da pasta não é um profissional da área? Vou mais além, há órgãos, por exemplo, a Câmara Municipal, onde não existe engenheiro. Então, como definir alguns parâmetros ligados à cidade, com vereadores e comissões da Câmara e de repente até no legislativo estadual, sem uma participação do profissional competente na área?  Outro fato que achei estranho foi que pela primeira vez o CREA ficou de fora da discussão do Plano Diretor de Campo Grande. Acho um contrasenso, despropósito, porque infraestrutura, parte de pavimentação, mobilidade, cabem ao engenheiro, e não ao arquiteto, sem demérito a esse profissional. Algumas situações, como galerias, drenagem, parte semafórica, são funções da engenharia. Assim, verifico que naquilo que o Conselho tem a oferecer para o Plano Diretor, ele ficou omisso.

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