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CASO ELIZA SAMÚDIO

Irmão do goleiro Bruno vira réu por atuar no sequestro de Eliza

Rodrigo Fernandes das Dores de Souza, irmão de Bruno, estava junto quando Eliza foi rendida, diz investigação

20 Maro 2017 - 15h45Com informaçoes do G1
A investigação concluiu que eram quatro homens que ocupavam o carro que transportou Eliza durante o sequestro, mas somente Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, haviam sido identificados
A investigação concluiu que eram quatro homens que ocupavam o carro que transportou Eliza durante o sequestro, mas somente Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, haviam sido identificados - Divulgação

O juiz Marco Couto, titular da 1ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, aceitou, na sexta-feira (17), denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Rodrigo Fernandes das Dores de Souza, irmão do goleiro Bruno, e Anderson Rocha da Silva, o Russo, pela participação no sequestro da modelo Eliza Samudio, em 2009.

A informação foi divulgada pelo TJ-RJ nesta segunda. A investigação, na época, concluiu que eram quatro homens que ocupavam o carro que transportou Eliza durante o sequestro, mas somente Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, haviam sido identificados.

Segundo o TJ-RJ, as investigações concluíram que no momento em que Bruno ameaçava e obrigava Eliza a entrar em seu carro, Rodrigo encontrava-se no interior do veículo, escondido, deitado no banco traseiro. Logo em seguida, Russo e Macarrão surgiram e também entraram no automóvel.

A polícia também concluiu que Eliza foi levada ao apartamento de Bruno, quando foi obrigada a tomar medicamentos abortivos, pois se encontrava no 5º mês de gravidez. Segundo as investigações, os acusados ameaçavam a modelo para que ela concordasse com o aborto.

Para não interferir na tramitação do processo, em razão de não terem sido identificados todos os participantes do sequestro, a Justiça decidiu pelo desmembramento das investigações, o que possibilitou o julgamento de Bruno e Macarrão separadamente.

O Ministério Público chegou a solicitar arquivamento do inquérito relativo a Anderson e Russo, porém, o juiz Marco Couto entendeu que havia provas suficientes para o prosseguimento das investigações e identificação dos demais sequestradores.

O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza, com quem teve um filho. Depois de seis anos preso, conseguiu no STF um habeas corpus e no dia 24 de fevereiro deixou a cadeia na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Depois da soltura, Bruno foi contratado pelo Boa Esporte Clube, de Minas Gerais.

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