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EDUCAÇÃO

Formação oferece ateliê de livros de pano e valoriza trabalho de técnicos da Reme

O ateliê está beneficiando pelo menos 300 servidores da Reme e é organizado pela equipe responsável pelas bibliotecas escolares

12 março 2018 - 14h37
A ação consiste em uma palestra sobre a importância e a produção dos livros de pano, seguida da realização do ateliê, que termina nesta terça-feira (13), com a apresentação dos servidores participantes, que mostrarão as obras produzidas
A ação consiste em uma palestra sobre a importância e a produção dos livros de pano, seguida da realização do ateliê, que termina nesta terça-feira (13), com a apresentação dos servidores participantes, que mostrarão as obras produzidas - Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande

Tecidos coloridos, cola, agulha, linhas e pedrarias. O material parece fazer parte de uma oficina de costura, mas na verdade compõe a formação que está sendo oferecida aos servidores da Reme (Rede Municipal de Ensino), lotados nas bibliotecas públicas escolares.

Desde a semana passada, quem entra na biblioteca do Horto Florestal, se depara com um verdadeiro ateliê, mas ao invés de produzir roupas ou artesanato, os participantes estão confeccionando livros de pano que ficarão à disposição dos alunos das escolas participantes da formação.

A atividade, batizada de “Tecendo Histórias” integra o programa “Educação em Foco: Múltiplas Dimensões da Formação Continuada”, que tem a proposta de estabelecer um diálogo integrador entre os profissionais da educação, considerando a escola um local de ação.

O ateliê está beneficiando pelo menos 300 servidores da Reme e é organizado pela equipe responsável pelas bibliotecas escolares. A ação consiste em uma palestra sobre a importância e a produção dos livros de pano, seguida da realização do ateliê, que termina nesta terça-feira (13), com a apresentação dos servidores participantes, que mostrarão as obras produzidas.

A palestrante Janine de Souza diz que toda oficina é prazerosa, tanto para os formadores quanto para os participantes. “Sinto um orgulho muito grande de ensinar porque muitas pessoas que mal sabiam pegar em uma agulha ficam motivadas e produzem trabalhos maravilhosos. Algumas até pensam em desistir, mas acabam superando as dificuldades e isso me deixa feliz porque consigo transmitir minha mensagem através do lúdico”, ressalta.

A bibliotecária Rosilene de Melo enfatiza que a biblioteca pública escolar é um espaço que deve contribuir para a formação do hábito de leitura e pesquisa, uma vez que é um ambiente de disseminação e produção do conhecimento. Nesse sentido, os técnicos que atuam nesses espaços buscam aperfeiçoar o nível intelectual das pessoas que utilizam o local e assim, desempenhar o papel na formação de leitores no ambiente educacional.

“Queremos que os participantes do ateliê levem esse aprendizado para as escolas e transformem os alunos em mediadores, ou seja, que eles também ensinem seus colegas, incentivando a leitura”, pontua.

Sensibilização

Rosilene ainda explica que o objetivo do ateliê é sensibilizar pela arte de contar histórias e mostrar a importância dessa atividade na formação do indivíduo, tanto como instrumento de ensino e autoconhecimento, como ferramenta na busca de uma maior expressividade artística e verbal, além de se tornar um elemento dinamizador de grupos e da leitura em instituições.


Nesse contexto, a formação pretende também mostrar aos participantes que os alunos aprendam como um livro infantil pode ser realizado de forma manual, observando seu processo de construção, desde a elaboração, escrita e ilustrações.

A técnica de biblioteca Ângela Aparecida da Silva, que atua na escola “Geraldo Castelo”, conta que trabalha com alunos do pré ao 9º ano e acredita que o recurso do livro de pano é uma importante ferramenta para despertar o gosto pela leitura em qualquer faixa etária, já que em todas as etapas da confecção do livro, os alunos desenvolvem a criatividade e a linguagem oral e escrita.

“Vou ensinar a eles o que aprendi no ateliê minha ideia é montarmos livros juntos. Tenho muito apoio da equipe da escola onde trabalho e sei que todos irão se envolver no processo”, disse. A técnica escolheu a história “João e o Pé de Feijão” e uma coletânea de poesias de Manoel de Barros para produzir seus livros. “Adorei a experiência e sei que as crianças ficarão motivadas como eu”, afirma.

Trabalhando na escola “Imaculada Conceição”, no Jardim Batistão, a assistente de biblioteca Josiane Bonfim Alves, explica que no espaço em que atua há diversos projetos e o aprendizado obtido no ateliê vai incrementar as atividades já desenvolvidas. ”Achei tudo muito interessante e estou tendo várias ideias para o próximo mês, quando comemoramos o Dia Nacional do Livro”, conta a servidora que elaborou um livro de pano com base na música “Aquarela”, de Toquinho.

Para a bibliotecária Rosilene Melo, ter o aluno como sujeito no processo pedagógico é uma forma de valorizar sua realidade. “Fazer com que eles também produzam os livros é uma forma de incentivo e também de contribuição para a formação, quem sabe, de futuros escritores”, conclui.

Rubeola
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