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EDUCAÇÃO

Em seminário da Reme, lideranças destacam que evento é uma conquista para comunidades negras 

13 Setembro 2017 - 15h29

Promover e valorizar a cultura afro-brasileira a partir da educação escolar é uma das principais conquistas das comunidades negras. A afirmação é unânime entre as lideranças que estão participando nesta quarta-feira (13) do projeto “Conhecendo nossa história: da África ao Brasil”, parceria entre a Semed (Secretaria Municipal de Educação), Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) e Fundação Palmares.

O evento, que acontece no Centro de Formação da Semed, é voltado a diretores, coordenadores e professores que atuam na Reme (Rede Municipal de Educação), mas também conta com a participação de autoridades representantes de instituições públicas e representantes de comunidades e quilombolas. Pelo menos 300 pessoas participam do lançamento do projeto.

O presidente do Condaem (Conselho de Diretores e Diretores Adjuntos das Escolas Municipais e Diretores de Ceinfs), Fábio de Almeida, ressalta a importância de desenvolver projetos que valorizam a história e cultura de diversos povos. “Acredito que este evento valoriza as diversas etnias, a cultura de uma forma geral, principalmente dentro da educação é primordial para que possamos entender o outro em sua diversidade”, disse.

O presidente da Associação dos Descendentes da Tia Eva, comunidade negra localizada na região entre os bairros Seminário e Cabreúva, Eurides Antônio da Silva, destaca que o evento é uma iniciativa fundamental para contribuir com a educação escolar. “Para nós, remanescentes de quilombo, é uma conquista muito grande participar de um seminário sobre a questão racial. Acredito que essa parceria entre as instituições vem demonstrar essa valorização na área educacional”.

Para o coordenador geral da CONERQ (Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Mato Grosso do Sul), Antônio Borges, destacar a cultura afro-brasileira na escola é uma forma de resgatar a história. “Para nós este evento é muito importante porque conta sobre a relação da África e do Brasil. No currículo escolar quase não se fala dos negros e esse debate traz isso. Quem não tem história, não tem vida”, pontuou.

A professora aposentada Raimunda Luzia de Brito, que participa do seminário a convite de comunidades quilombolas, comentou a relevância da parceria com a Fundação Palmares. “A Fundação Palmares é o órgão máximo do trabalho federal em relação à negritude. É muito importante para a comunidade negra, pois sempre aprendemos alguma coisa e hoje temos oportunidade de conhecer novos projetos”, disse.

Reflexão

A secretária municipal de Educação, Ilza Mateus, avaliou o seminário como um momento para promover a reflexão sobre a temática abordada, além de ser uma forma para os educadores adquirirem mais experiência profissional.

“Estamos felizes com o projeto, que aprofunda nosso conhecimento sobre a história africana. Esta é a oportunidade de oferecer formação para os nossos educadores e refletir mais a respeito do assunto. Esses projetos servem para reforçar que nós todos fazemos parte de uma mesma pátria e merecemos as mesmas oportunidades”, ressaltou Ilza.

Já a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Laura Miranda, acredita que a cultura é norteadora para melhoria da sociedade. “Uma das prioridades é fazer entender que cultura é mais do que grandes eventos e lazer. A Cultura deve fazer parte de um sistema preventivo de uma sociedade, que valoriza  e respeita o que se tem e o que se é”, argumentou.

O representante da Secretaria de Educação Continuada de Alfabetização Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação, John Carth, falou sobre as leis que são voltadas a essa temática nas escolas. “Sabemos que as leis não existem se não houver diálogo. Elas jamais serão completamente implementadas se não forem continuadas. Toda vez que sentar um aluno novo na carteira da escola, as leis precisam ser abordadas pelos professores”, alertou.

Fortalecimento

O projeto visa fortalecer ações educativas pautadas nos tratamentos igualitários e também atender ao Plano Municipal de Educação e à Lei n. 10.639/03, que estabelece as diretrizes para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

A intenção da formação é fazer com que proponha uma mudança de comportamentos por parte dos docentes envolvidos fornecendo aos profissionais ferramentas que os auxilie a identificar estereótipos e conceitos pré-definidos nos materiais didáticos.

 

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