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China avança em inovação e propriedade intelectual enquanto Brasil perde posição

O Brasil obteve a concessão de 5.450 patentes, enquanto a China obteve 420.144 concessões de patentes.

25 julho 2019 - 16h51Da Redação com Assessoria

O Brasil recuou duas posições no ranking dos países mais inovadores do mundo e ocupa, atualmente a 66ª posição, entre 129 países  avaliados pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com a Universidade de Cornwell e do Instituto Europeu de Administração de Empresas. A China, por sua vez, acaba de conquistar a 14ª posição no índice Global de Inovação e se aproxima dos países que estão na l liderança do ranking: Suécia, Suiça, EUA, Países Baixos e Reino Unido

Além da boa colocação em inovação, a China foi novamente a primeira colocada em número de patentes e marcas. Em 2017, a China foi responsável por 44% dos pedidos de patentes  globais (1.381.594 pedidos de patentes) , duas vezes mais do que os EUA, de acordo com o último relatório OMPI.  Já  o Brasil figura em uma posição bem distante do gigante asiático, com pouco mais de 25 mil pedidos de patentes solicitados em 2017. Neste mesmo ano, o Brasil  obteve a concessão de 5.450 patentes, enquanto a China obteve 420.144 concessões de patentes.

Para o presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta, o ritmo de inovação e o desempenho no campo da propriedade intelectual são importantes termômetros da economia de um país. “A recuperação da economia está fortemente ligada a investimentos em inovação e à proteção das inovações”, analisa.

O presdiente da ABPI observa que a China  também vem crescendo em número de registros de marcas e patentes em outros países. De olho na proteção de suas marcas e inovações  no Brasil  a China enviará uma delegação da CTA (órgão de propriedade intelectual daquele país) ao Brasil para participar , pela primeira vez, do Congresso Internacional de Propriedade Intelectual, da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI)

 “O acelerado crescimento chinês do sistema de patentes revela que o país está olhando cada vez mais para fora de suas fronteiras, procurando espalhar e proteger suas ideias e suas marcas em novos mercados. Há uma intenção da China em explorar o mercado internacional por meio da propriedade intelectual”, analisa o presidente da ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta. 

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