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ESTATÍSTICAS

Brasil pode levar 76 anos para adequar nível de leitura de todos os alunos

Dados do MEC revelam que 55% das crianças de 8 anos possuem dificuldades em Matemática e Leitura. Metodologia transmídia aplicada em escolas da rede pública tem obtido resultados ainda no 1º ano do ensino fundamental

16 novembro 2017 - 11h20Da Redação
A partir do ano que vem, no entanto, ela será aplicada ao final do 2º ano do ensino fundamental e não mais do 3º.
A partir do ano que vem, no entanto, ela será aplicada ao final do 2º ano do ensino fundamental e não mais do 3º. - Divulgação

Recentemente, o Ministério da Educação divulgou dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) 2016, que evidenciam que mais da metade das crianças do 3º ano do ensino fundamental possuem conhecimento insuficiente em matemática e leitura.

De acordo com cálculos do Movimento Todos pela Educação, realizados com base nos resultados da ANA, se o país continuar no atual ritmo de melhorias no nível de aprendizado dos alunos, serão necessários 76 anos para que todos os estudantes sejam considerados proficientes em leitura ao final do 3º ano do Ensino Fundamental.

Estatísticas preocupantes

A Avaliação Nacional de Alfabetização aponta que 55% das crianças de 8 anos de idade, e que estão no 3º ano do ensino fundamental, têm dificuldade de reconhecer figuras geométricas, valor monetário de uma cédula e contar objetos, por exemplo. Elas apresentam também dificuldade para ler palavras com mais de uma sílaba e para identificar o assunto de um texto mesmo estando no título.

Em sua terceira edição, a ANA foi criada para medir os níveis de alfabetização entre os alunos do final do 3º ano do ensino fundamental, idade em que teriam de estar plenamente alfabetizados. A partir do ano que vem, no entanto, ela será aplicada ao final do 2º ano do ensino fundamental e não mais do 3º.

Segundo Rafael Parente, PhD em Educação pela Universidade de Nova Iorque e desenvolvedor da metodologia Conecturma, a situação da aprendizagem das crianças e jovens é pior em matemática do que em língua portuguesa. “Pensando em consequências para o futuro destas crianças e jovens, isso significa que eles não saberão fazer cálculos de juros ou conversar criticamente com um gerente de banco sobre investimentos ou empréstimos, ou resolver questões mais simples do dia a dia, por exemplo”, aponta.

Os dados da ANA 2016 mostram que, em matemática, 45% dos alunos têm nível suficiente de conhecimento, sendo que só 27% está no patamar desejável (considerado correto para a escolaridade), ou seja, conseguem reconhecer informações em gráficos de barras e calcular subtração com até três algarismos.

Em leitura, o índice dos alunos com conhecimento adequado para a idade também é de 45%. Porém, só 13% estão entre os considerados com conhecimento "desejável", que estão no topo da escala. Somentes estes conseguem, por exemplo, reconhecer os participantes de um diálogo em uma entrevista fictícia.

O especialista afirma que este cenário se dá por conta de dois motivos principais: a falta de formação adequada para professores e a baixa qualidade dos materiais, instrumentos e didáticas utilizados por eles.

Diferenças regionais

Os dados da ANA mostram que as regiões Norte e Nordeste foram as que obtiveram os piores resultados de leitura, com 70,21% e 69,15% dos estudantes apresentando nível de insuficiência, respectivamente. Esses percentuais caem para 51,22% no Centro-Oeste, 44,92% no Sul e 43,69% no Sudeste. Em estados como Maranhão, Sergipe e Amapá, o índice de crianças com nível considerado suficiente em leitura está em torno de 20%.

O Rio de Janeiro foi o único estado das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste com mais de 20% dos alunos alocados no pior nível de proficiência em Leitura. Em Matemática, o Rio também é o pior de Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com 60% dos alunos no nível “insuficiente”.

Ensino adequado às novas gerações

O mundo mudou e as novas gerações trazem desafios às escolas brasileiras e de todo o mundo, já que desejam e precisam de didáticas mais modernas para o ensino da matemática e do português.. Para contribuir com a mudança deste cenário, a startup carioca Aondê Educacional desenvolveu, em 2014, a Conecturma.

“A Conecturma é a única metodologia de aprendizagem de língua portuguesa, matemática e habilidades sócio-emocionais que combina vários elementos, como livros didáticos, plataforma digital adaptativa e gamificada, desenhos animados, músicas e fantoches”, explica Rafael Parente.

Já alinhada com as mudanças propostas pela última versão publicada da Base Nacional Comum Curricular, a Conecturma ensina matemática e português para crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e tem conseguido alfabetizar os alunos ainda no primeiro ano, com a utilização de recursos que estimulam a atenção, a concentração e o engajamento, fazendo com que eles aprendam mais e da melhor forma. O termo “turma” no nome não é à tôa: todo o conteúdo da metodologia, dividido em aventuras, envolve uma série de histórias de um grupo de personagens que crescem e aprendem junto com as crianças.

A modernização das metodologias utilizadas nas escolas passa também pela adoção de um novo ferramental em sala de aula: livros didáticos com linguagens mais adequadas às crianças e aos jovens, uso de personagens que auxiliam o aluno no aprendizado ao longo do ano, formação de professores e uma atuação sistêmica que envolve todos os atores da comunidade escolar.

Storytelling, plataforma de jogos e músicas, fantoches e outras atividades lúdicas que envolvem elementos da cultura brasileira são utilizados nesta plataforma transmídia que está sendo utilizada por cerca de 4 mil alunos em cinco estados brasileiros. Já são 10 redes de ensino, 45 escolas e mais de 6 mil alunos beneficiados com a metodologia.

Na escola municipal Jerônimo Porto, em Viamão, no Rio Grande do Sul, o aumento da aprendizagem após o início da aplicação da metodologia Conecturma na rede pública foi de 50% e 60% em língua portuguesa e matemática, respectivamente, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação para 2016. Segundo Parente, a metodologia aumenta em, pelo menos, 30% as habilidades de português e matemática dos alunos.

“Pesquisamos as correntes de maior sucesso no ensino de matemática pelo mundo, como uma metodologia desenvolvida pelo MIT e utilizamos estes recursos na Conecturma. Sempre demonstramos, no material, a importância do que está sendo ensinado para nossas vidas e partimos muito do concreto para chegar ao abstrato da Matemática”, destaca Rafael Parente.

A Conecturma também é embasada nas últimas descobertas das neurociências, reunindo atividades que desenvolvem macro-competências para a vida, como empreendedorismo, cidadania global, análise e síntese de informações. A missão da Aondê é ambiciosa: melhorar a educação no Brasil e transformar crianças em jovens autônomos e aptos a construir um futuro melhor para suas vidas.

 

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