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Compartilhamento de equipamentos agrícolas para empresários do setor otimiza custos

Startup conecta quem tem maquinário ocioso com produtores que precisam plantar e colher safras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar

28 fevereiro 2018 - 16h07Sheila Fiuza
O desempenho do Brasil poderia ser ainda melhor, caso contasse com um parque de máquinas compatível com a grandeza de sua produção
O desempenho do Brasil poderia ser ainda melhor, caso contasse com um parque de máquinas compatível com a grandeza de sua produção - Divulgação

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou recentemente que a super safra agrícola de 2017 deve alcançar uma produção de 240,3 milhões de toneladas, um avanço de 30,1% frente a 2016. Recém-saída de uma crise no ano passado, a agropecuária é agora o carro-chefe da expansão da economia, graças à colheita excepcional de suas principais culturas - a soja e o milho.

O desempenho do Brasil poderia ser ainda melhor, caso contasse com um parque de máquinas compatível com a grandeza de sua produção. A verdade é que, historicamente, a densidade de máquinas agrícolas no País é mais baixa que de outras potências agrícolas. Considerando dados disponibilizados pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Brasil apresenta cerca da metade da densidade de equipamentos por hectare que os Estados Unidos.                    

No cenário atual nem todo fazendeiro consegue ter os equipamentos disponíveis para sua necessidade, já que o maquinário é caro e passa parte do ano ocioso, após a colheita, por exemplo. Como então resolver esta equação? Para amenizar essa disparidade e aumentar ainda mais a competitividade no segmento, a Agrishare, startup que iniciou suas atividades em 2016, encontrou uma maneira de simplificar a vida do empreendedor rural, ao realizar a conexão entre produtores e prestadores de serviços.

A empresa oferece suporte e agilidade para contratar e interligar as duas pontas, com uma solução ideal para grandes e médias plantações. “Para atender às demandas trabalhamos com consultoria para a montagem do time e disponibilizamos informações e acompanhamento do processo por meio de nossa central de monitoramento, com otimização do tempo do produtor rural e redução de sua sobrecarga de trabalho, acima da média em tempos de plantio e colheita, possibilitando a ele e à sua equipe, focar na gestão da propriedade e em melhorar a produtividade”, explica Paulo Cesar Corigliano, diretor da Agrishare.

Atualmente, a Agrishare possui mais de 300 prestadores de serviços em seu catálogo, com a disponibilização de mais de 800 máquinas – especialmente colheitadeiras e plantadeiras – e mais de 200 produtores cadastrados e que utilizam o serviço a cada nova empreitada, ou seja, a necessidade de alternativas otimizadas faz com que o empresário rural compartilhe equipamentos para diminuir seus custos.

“Apesar de nova, a empresa está crescendo muito rapidamente, numa média de 10% de novos membros ao mês. Até o final do ano estaremos com mais de 1000 máquinas à disposição dos interessados. A economia compartilhada, ou colaborativa, é uma forma de todos terem a possibilidade de aumentar o faturamento e encontrar possibilidades de conquistar resultados melhores gastando menos”, diz Corigliano. “É o que chamamos de boas práticas. Uma espécie de revolução social capaz de mudar o modo como trabalhamos”, completa.

Ainda segundo o diretor da Agrishare, em meio ao panorama de oportunidades versus desafios, sendo esse um importante momento para a cadeia produtiva agrícola no Brasil, a solução oferecida pela Agrishare tem tudo para se consolidar como uma importante alternativa ao setor.

Como funciona a Agrishare

Lançada em agosto de 2016, a Agrishare é uma plataforma de software que funciona via aplicativo web e foi desenvolvida para o uso da comunidade de produtores rurais e empresas ligadas ao agronegócio.

O sistema, de uso bastante amigável, permite ao produtor encontrar com facilidade o prestador ideal para oferecer serviço em sua propriedade. A solução web disponível para smartphones, tablets e PCs possui um mecanismo de busca intuitivo, de uso gratuito, e considera o tipo de cultura e a região onde o trabalho precisa ser realizado.

O cadastro para prestadores que desejam disponibilizar máquinas e serviços também não possui custo. Uma taxa é cobrada desse profissional apenas quando algum negócio for fechado por meio do sistema. A Agrishare cobra do prestador uma taxa de R$ 10,00 por hectare, limitado a R$ 6.000 por máquina, para colheita e plantio. Para outros serviços, como pulverização, correção do solo, transporte de máquinas agrícolas, entre outros, a taxa é de 5%.

Outra vantagem em participar da comunidade é que o cadastro não é apenas um anúncio passivo, pois a Agrishare trabalha ativamente no campo e com exposição nas mídias digitais para encontrar oportunidades de negócio para os usuários, além de fazer pesquisa de satisfação a cada negócio concretizado para construir o ranking. Outro ponto positivo é a constante otimização dos serviços oferecidos pela empresa, que faz planos de crescimento em funcionalidades e negócios a curto e médio prazo.

www.agrishare.com.br

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