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OPINIÃO

O bem e o mal travam luta no interior de todos

Wilson Aquino*

4 fevereiro 2020 - 16h22Wilson Aquino
Wilson Aquino - Jornalista e Professor
Wilson Aquino - Jornalista e Professor - Foto: Divulgação

Quando uma criança, de colo inclusive, avança com tapas, unhas e dentes contra outra criança, tomada por um impulso de ciúmes, não é porque foi ensinada a reagir dessa maneira, ou por ter testemunhado qualquer procedimento semelhante, que lhe serviu de aprendizado. Trata-se sim de uma condição natural do ser humano, que carrega em seu interior outros sentimentos negativos como esse e que necessitam, ao longo da vida, serem identificados e reconhecidos para então serem trabalhados, controlados e extintos.

O homem vive numa constante batalha em seu interior. Uma luta entre o bem e o mal, onde o lado material (carnal) procura vencer o espiritual com a realização de ações nem sempre recomendáveis, saudáveis e/ou morais.

Desejos compulsivos por dinheiro, sexo, drogas e bebidas, por exemplo são fatores comuns que levam o homem a enveredar por caminhos tortos, nebulosos e de difícil retorno. Normalmente provocam sequelas, danos físicos, psicológicos e espirituais profundos.

David O. MacKay, autoridade religiosa americana, num discurso publicado na Revista Liahona, em 2019 afirmou: “A existência terrena do homem é apenas um teste para ver onde ele concentrará seus esforços, sua mente, sua alma: nas coisas que contribuem para o conforto e gratificação de sua natureza física ou se ele tornará a aquisição de qualidades espirituais o objetivo principal de sua vida”.

E o apóstolo Paulo ensinou: “Os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação ao Espírito é vida e paz” (Romanos 8:5-6).

Controlar as vontades do corpo, portanto, é o grande desafio. É também um dos grandes objetivos da vida: superar as fraquezas; dominar os impulsos, desejos e apetites que vão desde o consumo de alimentos em excesso a relacionamentos íntimos que provocam a consequências desastrosas como o rompimento de uma relação conjugal, provocada pela facilidade de se obter sexo em qualquer ambiente, inclusive nos locais de trabalho e até dentro do próprio lar, dando vazão aos mais absurdos e bizarros relacionamentos.

Na luta entre o bem e o mal, muitas vezes entramos em conflito interno intenso. Normalmente ocorre quando estamos para tomar uma decisão delicada como, por exemplo, a de ir a um determinado lugar onde sabemos, em nosso íntimo, que não deveríamos ir devido a problemas sérios que poderiam acontecer por lá. Enquanto isso, “um outro lado” (interno do próprio indivíduo) diz que não é nada disso e que a decisão pelo sim seria “ótima”, pois nos faria sentir bem. Enfim, que seria “muito legal”.

Todos nós somos testemunhas de inúmeros casos de consequências desastrosas quando nós ou alguém que conhecemos toma uma decisão de falar ou fazer alguma coisa da qual ela mesma relutava em fazê-lo por “sentir” que não seria “saudável”, logo, “desaconselhável”.

Ceder à vontade da carne em detrimento das advertências do Espírito proporciona as mais variadas consequências que vão desde simples constrangimentos morais a acidentes; envolvimento em brigas e confusões; gravidez indesejada; contração de doenças, como as sexualmente transmissíveis e até a morte.

Identificar nossos pontos fracos e vencê-los não é tarefa fácil. Felizmente temos Deus e Jesus Cristo como dois grandes aliados nessa “guerra” diária. Se Os aceitarmos, Podem sim nos ajudar a vencer para que nos tornemos fortes e perseverantes no bom caminho. Aquele que nos conduz de maneira segura, próspera e alegre rumo à salvação.

*Jornalista e Professor

Ramal -
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