Sexta, 03 de Setembro de 2010 - Editado desde: 01 de agosto de 1980
 
 
 
 
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Mulheres são maioria no Poder Judiciário de MS
Sexta, 12 de Março de 2010 - 10:26

As comemorações do Dia da Mulher (8) trouxeram reflexões e algumas constatações interessantes. Uma delas dá conta de que, no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, num universo de mais de 3.300 servidores, a maioria da força de trabalho é formada por mulheres. São 1.704 servidoras nas comarcas e 493 na secretaria do Tribunal de Justiça.
A maioria entrou nos últimos 5 anos - apenas 1,7% entrou em 1980. De 1981-1985, o quadro feminino aumentou em 9,1%; de 1986-1990 houve acréscimo de 18,2% mulheres; de 1991-1995 mais 6,6%; de 1996-2000 somaram mais 6,8%; de 2001-2005, mais 24,1% e, de 2006-2010 mais 33,5% mulheres passaram a fazer parte do quadro funcional da justiça de MS.
Apesar de dispender tantas horas diárias para mostrar sua capacidade no trabalho, a mulher continua sendo mãe. Do total de mulheres do Poder Judiciário, 989 não possuem filhos; 415 têm apenas um filho; 576 são mães de dois filhos; 185 servidoras têm três filhos; 24 têm quatro filhos; quatro servidoras possuem cinco filhos e apenas uma elevou o número de filhos para seis.
Trabalhar, cuidar das tarefas domésticas, responsabilizar-se pela educação dos filhos. Com tantas tarefas, a mulher ainda deseja mais: destacar-se por sua qualificação profissional e encontrar tempo para estudar. Entre as servidoras da justiça sul-mato-grossense é possível encontrar apenas oito com o primário completo, 13 com primeiro grau incompleto, 28 com primeiro grau completo.
Quanto maior o tempo passado nos bancos escolares, maior o número de servidoras: 53 apresentam o 2º grau incompleto contra 539 com 2º grau completo. E mais: 305 começaram a cursar faculdade e não terminaram e 1.086 possuem o superior completo. Não satisfeitas, quatro são pós-graduandas, 115 são especialistas; uma é mestranda e, em pouco tempo, fará parte das cinco que já completaram o mestrado. E somente uma possui doutorado.
Esses números mostram que mais da metade (55%) das mulheres possuem graduação completa. O curso de Direito representa 39% do total (484), seguido por Letras (97), Administração (91), Serviço Social (71), Pedagogia (63), Ciências Contábeis (46), Psicologia (38), Licenciatura em Letras (25), Pedagogia (17) e Ciências Econômicas (16).
Uma curiosidade: no Poder Judiciário de MS trabalha apenas uma mulher de nacionalidade síria – as demais são brasileiras. Há quem não acredite que a mulher possa desenvolver tantas atividades e ainda ter tempo para a família. Os dados mostram que essa visão está equivocada, pois 958 são casadas e 900 solteiras. Há 125 divorciadas, 124 separadas, 20 viúvas e 37 em outros estados civis.


 
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