Quinta, 18 de Setembro de 2014 - Editado desde: 01 de agosto de 1980
 
 
 
 
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Herói japonês que mora em Terenos recebe homenagem

Entidade
Edição 1473 - 21 de Fevereiro de 2010

  O motivo da reunião é a confraternização e reconhecimento ao herói japonês, exemplo de bravura, fidelidade à pátria, sobrevivência e integração à sociedade brasileira. Por meio de proposição aprovada pela Assembleia Legislativa, em 2004, Akira já havia contemplado Onoda-san com o título de Cidadão Sul-mato-grossense.

  Fizeram pronunciamento os representantes: Acelino Nakasato, Eiji Sudo, Akira Otsubo e Luiz Akira Otsubo.

  “Quando Onoda-san foi contemplado, reconhecido herói e indenizado pelo Japão, ele veio para o Brasil na década de 70, investindo seus recursos e prosperando a partir da Colônia Jamic, em Terenos”, contou Akira Otsubo, que entregou placa em homenagem ao herói japonês. A história de Hiroo Onoda é um enredo que se tornou motivo de livro e de cinema, percorrendo o mundo e influenciando pessoas para a honra e a fidelidade, força e coragem para vencer, prosperar e merecer a longevidade com estabilidade e sabedoria.

  “Coragem, sobrevivência, fidelidade, persistência. Essas lições, não só de soldado, mas também de cidadão, representam uma contribuição inestimável para as novas gerações e certamente para as gerações futuras”, disse o líder três-lagoense Luiz Akira sobre Onoda.

  Em 1944, no Japão, Hiroo Onoda havia sido graduado como tenente e passado a integrar o grupo de oficiais de elite. Destacado para uma força militar composta de 250 homens foi para as Filipinas, cumprir tarefas estratégicas do Exército Japonês contra as forças americanas. Em 1945, no dia 15 de agosto, com a rendição do Japão, era encerrado o segundo grande conflito mundial. Mas o tenente Onoda e seus homens desconheciam o fato de que a guerra havia terminado. Foi só em 12 de março de 1974, diante da ordem pessoal e direta de seu superior, que Hiroo Onoda decidiu se entregar e retornar ao Japão. Com 52 anos de idade, após 30 anos de sobrevivência na selva, o tenente apresentou-se com porte ereto de soldado, uniforme esfarrapado e remendado, um velho fuzil e a espada samurai.

    
 
 
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