A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) se reuniu com empresários da Júlio de Castilho no último dia 25 para propor soluções à queda nas vendas da região. Comerciantes apontam redução de até 80% no faturamento, ocasionado pela paralisação da avenida que passa por obras de drenagem, pavimentação e reordenamento do trânsito. O encontro também aprovou um documento, que foi levado ao poder público, com propostas para evitar que os danos continuem.
“A postura da ACICG é sempre procurar o entendimento para que possamos encontrar soluções que possam atender às necessidades do poder público sem prejudicar de forma excessiva os empresários e a população. Havendo interesse da Prefeitura é possível estabelecer um acordo, caso contrário precisamos buscar a defesa dos direitos dos empresários prejudicados,” explica o primeiro-secretário da ACICG, Roberto Oshiro.
A SEINTRHA (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) foi convidada para acompanhar de perto as reivindicações, porém enviou sócios da empreiteira contratada para executar os trabalhos e representantes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o que possibilitou apenas alguns esclarecimentos sobre o andamento da obra, já que a empreiteira não pode responder pela Prefeitura, apenas realiza o que foi solicitado.
O problema enfrentado pelos empresários já foi tema de um encontro no último dia 19, onde a equipe da ACICG ouviu necessidades e dificuldades dos empresários. Além dos prejuízos no movimento, os relatos foram sobre a falta de informação, morosidade da obra, interdição de trechos sem obra, retirada dos estacionamentos, interdição em todas as vias da avenida, problemas no planejamento, alteração do cronograma sem avisar os comerciantes, entre outros.
Entre as soluções propostas na carta enviada à Prefeitura está a criação de uma comissão composta por representantes da SEINTRHA, da ACICG e de empresários da região. Isso vai estabelecer um canal de comunicação direto para a definição dos locais de estacionamento dos maquinários, problemas na rede elétrica, telefonia e de iluminação pública, bem como redução do prazo de execução e cumprimento do cronograma de trabalho e do planejamento.
Os pedidos ainda incluem: que a interdição da Av. Júlio de Castilho seja feita em apenas uma de suas vias com liberação da outra para trânsito nos dois sentidos e que haja aumento da mão de obra, máquinas, equipamentos e intensificação da força de trabalho combinados com execução das obras em horários alternativos. A não retirada das vagas de estacionamento na Av. Julio de Castilho por 12 meses é outra solicitação. Após o prazo sugerido seria feita uma nova avaliação. “Antes de excluir é preciso encontrar soluções para repor as vagas,” defende Oshiro.