Quarta, 22 de Outubro de 2014 - Editado desde: 01 de agosto de 1980
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Depois de acusações mútuas no primeiro turno, Aécio e Marina se unem no segundo turno. Como você analisa essa situação?
Repugnante. Inaceitável.
Normal. Política é assim mesmo.
Não importa os meios se o fim compensa.
Não acredito nas “brigas” dos políticos.
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Fantasma do massacre do Carandiru ronda presídio do Maranhão

Quinta, 16 de Janeiro de 2014 - 16:00
Fonte: Afonso Benites / El País
Foto: Reprodução
Cela do presídio de Pedrinhas
Um preso está trancafiado em um espaço que um dia foi um banheiro. Em uma área inferior a 4 m² há um buraco no chão para ele fazer suas necessidades. Do lado dessa privada improvisada, há uma marmita com arroz, feijão e um pedaço de carne com uma aparência esverdeada que mal foi tocada. O detento em questão é Railson Amorim Silva, de 21 anos. Com mais de 1,85 m de altura, ele mal cabe deitado na cela, que nem colchão possui.
 
Preso por roubo no último dia de 2013, ele reclama que não teve acesso a advogados e que a situação na qual se encontra hoje, trancado sozinho em um antigo banheiro no Complexo de Pedrinhas, em São Luís, a capital do Maranhão, consegue ser melhor do que a dos três dias anteriores. “Fiquei três dias algemado no banco ali na entrada do presídio porque não tinha vaga nas celas”, afirma o detento.
 
Nas celas ao lado da dele, a situação também é caótica. Em espaços onde cabem seis pessoas, estão 16 ou até 18. As marmitas deles também parecem estar estragadas. O odor de comida podre se mistura ao de suor, de maconha e de fezes que saem dos espaços, que têm pouquíssima ventilação e estão debaixo de um teto de zinco. O termômetro marca 33º C. “Esse cheiro ruim é o de menos. O difícil mesmo é ser saco de pancada da polícia”, disse um dos detentos que pediu para não ser identificado.
 
A série de relatos de espancamentos e tortura por parte dos policiais e agentes penitenciários leva familiares de presos a temerem um massacre como o do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados por policiais militares na penitenciária paulistana, em outubro de 1992. Nos últimos 12 meses ao menos 62 detentos morreram assassinados em presídios do Maranhão, alguns decapitados. A maioria foi morta pelos próprios colegas, mas há quem diga que outros foram assassinados por policiais ou agentes de segurança. O fato é que nenhum caso ainda foi esclarecido pela polícia.
 
“Cada dia recebemos mais gente preocupada com a situação de seus familiares que estão presos. O medo antes era dos presos das facções. Agora também é dos policiais que estão dentro dos presídios”, afirmou um membro da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.
 
Outra que relata esse temor é uma professora, mãe de um detento de 21 anos, condenado a seis anos por tentativa de roubo. Ela diz que as prisões maranhenses são campos de concentração modernos. Dias atrás, diz ela, os agentes invadiram uma cela e pediram dinheiro para não apreender um telefone celular que estava com um preso. Como esse condenado disse que não pagaria o suborno e decidiu quebrar o telefone, iniciou-se uma sessão de espancamento de todos os 12 detentos que estavam na cela. Um deles, que se negou a entregar um diário em que ele anotava suas experiências no cárcere, foi forçado a engolir várias folhas desse caderno.
 
Em outra ocasião, os agentes e policiais iniciaram uma inspeção de rotina em uma cela e determinaram que todos os detentos ficassem só de cueca. Um dos homens disse que não tinha cueca e pediu para ficar apenas de calção. Por essa razão apanhou.
    
 
 
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