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ENTREVISTA

“Pelo segundo ano consecutivo, a Cassems conseguiu figurar entre as 1.000 maiores empresas brasileiras” comemora Ricardo Ayache

Satisfeito à frente da Cassems, o presidente Ricardo Ayache descarta sair candidato nas eleições municipais de 2020

1 dezembro 2018 - 06h00Da redação com assessoria
Ricardo Ayache falou, com exclusividade ao jornal A Crítica, sobre o crescimento da entidade no período, que chegou a crescer quatro vezes e meia em números de receita e de estrutura
Ricardo Ayache falou, com exclusividade ao jornal A Crítica, sobre o crescimento da entidade no período, que chegou a crescer quatro vezes e meia em números de receita e de estrutura - Divulgação

Há 8 anos à frente da Presidência da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul), o médico Ricardo Ayache falou, com exclusividade ao jornal A Crítica, sobre o crescimento da entidade no período, que chegou a crescer quatro vezes e meia em números de receita e de estrutura. Hoje, conforme ele, a empresa atingiu um patamar de muita qualidade no atendimento e, pelo segundo ano consecutivo, figura entre as 1.000 maiores empresas brasileiras. Ricardo Ayache ressalta ainda o ciclo de regionalização da rede hospitalar, que hoje conta com 10 unidades no Estado – Paranaíba, Três Lagoas, Coxim, Aquidauana, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e agora Corumbá. Cotado para disputar vários cargos eletivos nas eleições passadas, ele descarta encarar o pleito municipal de 2020 e garante estar focado em tentar mais um mandato à frente da Cassems.

A CRÍTICA – Qual a avaliação que o senhor faz à frente da Cassems nos últimos 8 anos?

Ricardo Ayache – Estou à frente da Presidência da Cassems desde 2010 e podemos empreender vários projetos que se tornaram realidade. Trabalhei muito forte nos programas de prevenção, nós criamos quatro centros de prevenção, além de várias parcerias com entidades do setor público em projetos que visam melhorar a qualidade de vida dos servidores, como o projeto de prevenção ao câncer feminino por meio dos ônibus da saúde. E, ainda, nós conseguimos comprar um hospital que estava arrendado, que era o de Nova Andradina, compramos e ampliamos o hospital de Naviraí, compramos o hospital de Três Lagoas, edificamos o de Coxim, conseguimos construir o de Campo Grande e agora o de Corumbá. Ou seja, nesse período, conseguimos totalizar seis hospitais e, além disso, criamos a Clínica da Família, que é um projeto inovador e resgata a figura do médico generalista como o principal condutor do nosso modelo de saúde. Criamos, ainda, um Centro de Atendimento Integrado Psicossocial, criamos vários centros de diagnósticos no Estado, um deles aqui em Campo Grande, que é o Centro de Atendimento Avançado. E uma coisa que avalio como muito importante foi a criação do primeiro Portal da Transparência de um plano de saúde do Brasil e isso a gente atribui como algo fundamental para a nossa gestão, além de inovarmos os sistemas de gerenciamentos financeiro e contábil ao adquirirmos novos sistemas de gestão, modernizando a estrutura administrativa e financeira da Cassems. Também criamos uma universidade corporativa formando mão de obra mais qualificada para atender as necessidades da Cassems e principalmente dos nossos beneficiários. Ela consiste em parcerias com

universidades, subsidiando para alguns colaboradores com interesse em cursos de graduação e de pós-graduação voltados para a gestão da Cassems, resultado em um time muito moderno e qualificado para a nossa administração. Isso trouxe para nós a possibilidade para um crescimento muito grande nos últimos anos. A Cassems de 2010 para a de 2018 cresceu quatro vezes e meia em números de receita e de estrutura e, com isso, nós atingimos um patamar de muita qualidade no atendimento. Pelo segundo ano consecutivo, conseguimos figurar entre as 1.000 maiores empresas brasileiras, enfim, são conquistas importantes de gestão.

A CRÍTICA – Quais são os principais gargalos enfrentados pela Cassems atualmente e como fazer para corrigi-los?

Ricardo Ayache – Os nossos principais gargalos estão nas cidades do interior, onde temos grandes dificuldades em algumas especialidades médicas e também na disponibilidade de profissionais de saúde nessas localidades. Além disso, temos problemas com a falta de leitos em UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo), principalmente, nas pediátricas. São desafios crescentes da saúde em Mato Grosso do Sul. Particularmente, quando avaliamos o cenário da saúde como um todo, um dos maiores desafios que nós temos é fazer frente ao envelhecimento da população. Como? Dando qualidade de vida às pessoas que terão uma longa vida pela frente. Isso é muito importante e, por isso, que nós estamos trabalhando muito no sentido de realizarmos a prevenção e a promoção à saúde porque aí nós conseguimos fazer com que as pessoas vivam mais e com maior qualidade. Em relação ao problema de falta de leitos nas UTIs pediátricas, no fim de janeiro de 2019 nós vamos inaugurar uma UTI Pediátrica no hospital de Campo Grande. É um projeto que já estamos desenvolvendo e será concluído já no início do próximo ano, amenizando o problema, pois serão 10 novos leitos.

A CRÍTICA – Quais são os diferenciais do hospital que a Cassems entregou no dia 25 de novembro em Corumbá?

Ricardo Ayache – O hospital da Cassems em Corumbá traz alguns diferenciais para a cidade, além somar à unidade de saúde que já existe lá, que é a Santa Casa, fundada em 1912, ou seja, há 106 anos. Inauguramos um hospital com 150 leitos, centro de diagnóstico completo, unidade semi-intensiva, estrutura de atendimento médico, centros médicos, ambulatoriais e odontológicos integrados à unidade hospitalar. E, ainda, um Pronto Atendimento funcionamento 24 horas e com três salas de cirurgia. Em janeiro de 2019, nós estaremos entregando um serviço de hemodinâmica para Corumbá e Ladário, que é um equipamento capaz de realizar o diagnóstico e o tratamento de doenças coronárias, como infarto, angina, derrames, portanto, um serviço de tratamento das doenças cardiovasculares que vai melhorar muito a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes da região, que é afastada e isolada do nosso Estado territorialmente e que precisava há muito tempo desse tipo de atendimento. Por isso, nós temos muita satisfação de podermos entregar esse hospital completo para Corumbá e Ladário.

A CRÍTICA – A Cassems pretende ampliar ainda mais o número de unidades no Estado?

Ricardo Ayache – Nós temos vários projetos em andamento, mas, a princípio, nós fechamos um ciclo de regionalização da nossa rede hospitalar, com dez unidades no Estado – Paranaíba, Três Lagoas, Coxim, Aquidauana, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e agora Corumbá. Com essa estrutura, nós precisamos agora trabalhar para a ampliação do hospital de Dourados, que tem hoje um percentual de ocupação muito elevado e, por isso, devemos iniciar essa expansão dobrando a sua capacidade dos atuais 60 leitos para 120 leitos com as obras começando agora no mês de dezembro. Estamos trabalhando também para ampliar o hospital de Campo Grande, que já está com uma taxa de ocupação bastante elevada e teremos de elevar dos atuais 110 leitos, já contando com a UTI Pediátrica, para 200 leitos. Lógico que nós vamos trabalhar muito ampliando as políticas de prevenção e promoção à saúde, levando os centros de prevenção para várias cidades do interior, bem como os centros odontológicos. Ainda pretendemos ampliar o serviço de clínica da família, que é esse serviço com médico generalista.

A CRÍTICA – Qual o segredo do sucesso da Cassems?

Ricardo Ayache – Nós atribuímos isso primeiro à participação direta dos servidores públicos nos conselhos, nas diretorias, nas assembleias e nos debates sobre os rumos da Cassems. E isso é muito importante porque a gente toma as decisões ouvindo quem utiliza o sistema na ponta. Então, nós temos a oportunidade de tomar as decisões de forma acertada. É claro que essas decisões são também pautadas dentro de um profundo conhecimento do cenário da saúde no Estado, no Brasil e, principalmente, no que diz respeito ao cenário da saúde suplementar no qual nós estamos inseridos. Com isso, nós também trabalhamos com uma crescente profissionalização da gestão e isso foi fundamental para que a gente pudesse melhorar os nossos resultados e, sobretudo, na transparência que nós ampliamos na nossa gestão, trazendo uma credibilidade enorme ao nosso trabalho. A isso nós atribuímos o crescimento da Cassems nos últimos oito anos, claro, somando o planejamento estratégico da empresa que já estamos atualizando em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas) com um olhar para os próximos 10 anos.

A CRÍTICA – Na sua opinião, como a questão da saúde pública no Estado deve ser tratada pelo governador Reinaldo Azambuja no seu 2º mandato?

Ricardo Ayache – É muito complexo opinar sobre esse cenário sem ter a real dimensão de como as coisas estão sendo gerenciadas e os problemas que o Governo do Estado tem enfrentado na gestão da saúde pública. Porém, avaliando de uma forma global, acredito que algo que beneficiaria a saúde da população de Mato Grosso do Sul seria o fortalecimento dos hospitais regionais, a viabilização da abertura do Hospital do Trauma de Campo Grande, cuja a obra física me parece já está encerrada, e trabalharia a criação de centros de especialidades médicas e de diagnósticos nos principais polos do Estado. Isso, com certeza, facilitaria o acesso da população a essas demandas que estão reprimidas na área da saúde pública.

A CRÍTICA – Como em 2019 termina o seu mandato à frente da Cassems, o senhor pretende tentar mais uma gestão ou vai disputar algum cargo político nas eleições de 2020?

Ricardo Ayache – Na verdade, eu tenho o projeto de, caso haja o interesse da coletividade dos servidores públicos da nossa reeleição, estarei sim colocando o meu nome à disposição para tocar uma nova gestão à frente da Cassems. Porém, caso não seja esse o desejo da maioria, eu vou continuar atuando como médico, que é a minha profissão de origem. A respeito da carreira política, neste momento não há nenhuma possibilidade de buscar um cargo eletivo público. Posso adiantar, com toda a certeza, que não serei candidato em 2020.

Confira entrevista ao programa Giro Estadual de Notícias 

Rubeola
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