25 de setembro de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
HVM - INCORPORACOES
ELEIÇÕES

"Os meus principais projetos, caso seja eleito, são a diminuição da burocracia e da carga tributária em Mato Grosso do Sul"

Empresário Claudio Cavol, presidente da Três Américas Transporte e do SetLog/MS, é candidato a deputado estadual pelo PSC

8 setembro 2018 - 08h48Da Redação
Empresário Claudio Cavol, presidente da Três Américas Transporte e do SetLog/MS
Empresário Claudio Cavol, presidente da Três Américas Transporte e do SetLog/MS - Divulgação

Presidente da Três Américas Transporte e do SetLog/MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul), o empresário Claudio Cavol ficou famoso no Estado pela batalha em defesa da Rota Bioceância e a implantação da Rota da Integração Latino Americano. Agora, ele tenta conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições gerais deste ano pelo PSC.

Em entrevista concedida ao jornal A Crítica, Cavol fala dos seus planos, caso seja eleito e sobre a importância que a ligação com os portos do Norte do Chile vai significar para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.

Acompanhe a entrevista:

A Crítica – O que motivou o senhor a sair candidato a deputado estadual?

Claudio Cavol – Montei a minha empresa aos 20 anos de idade e, desde então, tenho trabalhado muito, às vezes, até 16 horas por dia. Infelizmente, vejo que, devido à burocracia e a alta carga tributária que pagamos no Brasil, todo esse trabalho quase não dá retorno. É muito difícil para um empresário brasileiro que começa do zero, como eu comecei, crescer, nos mesmos níveis que colegas dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, enfim, dos países mais desenvolvidos conseguem. Eu penso que no Brasil nós temos um ambiente totalmente hostil aos empresários, que enfrentam dificuldades para crescer, para contratar mais mão de obra e, com isso, gerar mais riqueza para o País. Quanto mais empregos uma empresa gera, mais salários ela vai pagar e, quanto mais salários pagos, mais mercadorias serão compradas e, quanto mais mercadorias forem compradas, mais a nossa economia vai avançar, formando um círculo virtuoso de desenvolvimento e todo mundo ganha com isso. Por isso, eu decidi ser candidato a deputado estadual para que, quando estiver na Assembleia Legislativa, possa lutar para que as empresas tenham melhores condições de trabalho e, com isso, aumentem a empregabilidade no nosso Estado, trazendo mais desenvolvimento. Com desenvolvimento, nós teremos um Estado mais rico e mais próspero.

A Crítica – Quais são os seus projetos caso seja eleito?

Claudio Cavol – Os meus principais projetos caso seja eleito são a diminuição da burocracia e da carga tributária em Mato Grosso do Sul. Também pretendo cobrar uma maior fiscalização sobre os gastos públicos para combater a corrupção. Penso que, só se tivermos um Poder Legislativo com ‘olhos de lince’, fiscalizando todos os atos do Poder Executivo, com certeza nós não teremos desvios de recursos. Com um Legislativo eficiente, nós teremos um Executivo também eficiente e sem nenhum tipo de corrupção. Sei que para implantar isso na Casa de Leis junto com os meus pares, terei de trazer uma luta incansável e diária, mas, por outro lado, o povo terá de me ajudar nessa tarefa e é por isso que estou me colocando à disposição dos eleitores para que seja eleito deputado estadual. E espero que também sejam eleitos outros candidatos fichas limpas, como eu, que não tenham nada a temer da Justiça para que, à frente da Assembleia Legislativa, possamos mudar totalmente a história de desmandos e de corrupção que temos dentro do nosso Estado. Posso afirmar que, nas eleições deste ano, o povo vai renovar o quadro da Casa de Leis e, com isso, teremos deputados que realmente estejam ligados com a vontade da população e com um projeto de desenvolvimento do nosso Estado.    

A Crítica – Por que o senhor escolheu o PSC para se candidatar a deputado estadual?

Claudio Cavol – Eu escolhi o PSC (Partido Social Cristão) por ser uma legenda cristã, que tem uma estrutura muito leve e que nos deu liberdade aqui dentro do Estado para trabalhar, sempre visando o melhor para Mato Grosso do Sul e também para a nossa sigla. 

A Crítica – Qual a avaliação que o senhor faz da situação política atual do Estado e do País?

Claudio Cavol – A situação política do Estado não é muito diferente da situação do Brasil, basta ver as manchetes dos jornais em que a corrupção domina todos os assuntos. Penso que a Justiça tem feito muito bem o seu trabalho prendendo pessoas que, por ventura, tenham tido algum problema no cuidado com a máquina pública. Porém, também penso que a Justiça deve passar para outra fase, logicamente não se descuidando do combate à corrupção, mas buscando o desenvolvimento, o crescimento econômico e a prosperidade do País. Por isso, eu tenho algumas bandeiras, como é caso da Rota Bioceânica, que vai ligar Campo Grande (MS) até os portos do Oceano Pacífico, justamente, visando isso. Tenho vários projetos que buscam a prosperidade econômica do nosso Estado, mais emprego e mais salários e é isso que traz felicidade para a população. O trabalho precisa chegar em casa, sabendo que pode comprar a sua geladeira, pode pagar a prestação da sua casa, pode fazer a compra do supermercado, pode pagar a prestação do seu carro e saber que, no fim do contrato, ele pagou o carro e vai poder vender, pois aquele patrimônio é dele.

A Crítica – Quais são os gargalos logísticos de transporte que atrapalham o desenvolvimento do Estado?

Claudio Cavol – Temos muitos gargalos de transporte em nosso Estado. Somos totalmente precários na área de logística de transporte, por exemplo, há 15 anos nós tínhamos muito mais voos comerciais do que nós temos hoje, vindo ou saindo de Campo Grande. Há mais de 20 anos, nós tínhamos trens de passageiro e hoje nós não temos nem de carga, nós temos a BR-163 construída há mais de 40 anos e desde então quase nada mudou na rodovia, com exceção de três ou quatro trechos que foram duplicados pela empresa que venceu a licitação para explorar o serviço de pedágio, com o compromisso de duplicar toda a extensão da via dentro do Estado. No entanto, a concessionária continua cobrando um dos pedágios mais caros do mundo. Tudo isso afasta investidores. Quando o empresário vem para Campo Grande visitar e ver a viabilidade de instalar a sua empresa e verifica o número reduzido de voos, ele fica com medo de investir aqui. Quando o empresário descobre que para mandar para cá uma carga só tem como opção o caminhão e que não tem trem, ele também se assusta e vai embora. Isso tudo comprova que estamos em um cotovelo logístico e por isso estamos perdendo investimentos para outros Estados, como São Paulo, Paraná, Goiás, enfim, tantos outros.

A Crítica – Na sua opinião, a Rota Bioceânica é novo caminho para escoamento da produção estadual?

Claudio Cavol – Mato Grosso do Sul está localizado no canto do Brasil quando se fala em termos logísticos e a Rota Bioceânica vai inserir o nosso Estado novamente em um corredor logístico. E em um dos mais importantes da América Latina. Por isso, tenho lutado desde 2013, quando levantei essa bandeira do corredor bioceânico, defendendo que essa rota é a redenção econômica de Mato Grosso do Sul. Tenho certeza absoluta de que, quando ela estiver totalmente implementada, e não é só rodovia, estou incluindo a estrada moderna e eficiente em que os nossos caminhões poderão trafegar com tranqüilidade, levando as nossas riquezas e trazendo o que precisamos importar. Mas também um completo e moderno sistema de alfândegas que possibilitem que os nossos caminhões passem por diversos países sem perder mais do que duas ou três horas em cada ponto de parada. Para isso, temos de continuar trabalhando junto com a Receita Federal e com as autoridades argentinas, paraguaias e chilenas, como acontece desde que começamos na defesa dessa bandeira da Rota Bioceânica.

A Crítica – Em que pé está atualmente o projeto Rota da Integração Latino Americano?

Claudio Cavol – Eu ouço falar do sonho de ter essa Rota de Integração Latino Americana desde quando cheguei a Mato Grosso do Sul em 1983. Sei que esse desejo da população do Estado tem mais de 50 anos. Felizmente, eu e mais alguns companheiros empresários, políticos e autoridades acordamos para isso e resolvemos realmente investir nessa rota. E isso está sendo feito, tanto que a ponte sobre o Rio Paraguai por Porto Murtinho (MS) já está com o Decreto de construção aprovado, entrando agora na fase de conclusão do licenciamento ambiental e ficando para novembro a abertura da licitação da obra. Acredito que, no primeiro semestre de 2019, a ponte deve começar a ser construída, enquanto do lado do Paraguai, o governo já concluiu todas essas fases de licenciamento e licitação, tendo como vencedora a empresa brasileira Queiroz Galvão, que já está montando o canteiro de obras, iniciando os aterros para a construção da rodovia que vai cortar o chaco paraguaio.

Certamente, nós teremos essa rodovia pronta em dois ou três anos. Aí, teremos a nossa redenção econômica, pois teremos uma rodovia pronta para escoar toda a nossa produção até o mercado asiático com uma rapidez muito maior como também até a costa oeste dos Estados Unidos, que é o principal aliado comercial do Brasil. Nós estaremos pertos dos dois principais mercados de Mato Grosso do Sul e vamos alcançá-los de uma maneira mais rápida e econômica da que temos hoje. Os nossos produtos, ao invés de saírem por portos congestionados, como são os de Paranaguá (PR) e Santos (SP), teremos a saída por portos totalmente eficientes e subutilizados, que são os do Norte do Chile.

O próximo governador, se estiver bem assessorado e consciente da importância dessa rota, com certeza terá anos muito prósperos, já que a indústria do turismo será muito beneficiada. Vamos abrir as portas de Mato Grosso do Sul para os turistas do Chile, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru, que tem uma população com poder aquisitivo suficiente para vir conhecer as nossas belezas naturais, que são o Pantanal e Bonito. A população do Estado também poderá colocar a família dentro do carro e ir conhecer a neve na Cordilheira dos Andes, conhecer o deserto de Atacama. Enfim, é uma rodovia que vai transformar Mato Grosso do Sul, não só em uma rota de desenvolvimento econômico, mas também como em importante pólo turístico do Brasil.

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já tem seus candidatos para as eleições de 2018?

Votar
Resultados
PMCG - CORTESIA
CORTESIA SEGOV HEPATICE C
SOLURB