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NOVA FÁBRICA

MS tem a mais moderna fábrica de MDF do País com inauguração da Greenplac

Foram investidos R$ 670 milhões na fábrica que irá produzir inicialmente 250 mil metros cúbicos por ano

6 julho 2018 - 23h01Alberto Gonçalves/com informações da Assessoria
José Roberto Colnaghi, presidente do Grupo Asperbras
José Roberto Colnaghi, presidente do Grupo Asperbras - Reprodução

A cidade de Água Clara, no Mato Grosso do Sul, passa a ser um importante pólo internacional produtor de chapas de madeira reconstituída de média densidade (MDF). O motivo é a grande aposta do Grupo Asperbras, que inaugurou o seu mais novo empreendimento: a GreenPlac. Os investimentos na planta fabril são da ordem de R$ 600 milhões, o maior feito pelo Grupo no País, em seus 52 anos de atuação.

Serão processados inicialmente 250 mil metros cúbicos por ano. Futuramente, uma segunda linha produtiva deverá elevar a capacidade de produção para aproximadamente 650 mil metros cúbicos anuais. Os equipamentos e maquinários para a produção das placas têm origem na Alemanha, são da marca Siempelckamp, reconhecida fabricante mundial do segmento.

Ao montante de investimentos feitos na planta produtiva somam-se outros R$ 75 milhões no plantio de florestas de eucaliptos próprios. Já estão plantados, sob rígido controle de manejo e origem, 12.000 mil hectares de florestas. A partir deste mês de julho, enquanto a empresa não se utiliza da produção própria – cujo primeiro corte é previsto para até sete anos após o plantio – a empresa processará matéria-prima adquirida no mercado slot (eucaliptos adquiridos de terceiros).

A GreenPlac, desde seu nascimento, tem o compromisso de ser sustentável. Toda a energia necessária para a operação será produzida pela Usina de Biomassa de Guarapuava, outro empreendimento do Grupo Asperbras no estado do Paraná.

Com produção inicial predominantemente direcionada ao mercado interno, a GreenPlac já nasce como um grande player e traz novidades especialmente para o mercado moveleiro, uma das principais consumidoras de placas de MDF. O mercado internacional será foco quando a empresa entrar em sua segunda fase.

Economia Regional

Um empreendimento do tamanho da GreenPlac modifica significativamente toda a economia de uma região. É o que está acontecendo com a cidade de Água Clara e seu entorno. Com 15 mil habitantes, o local vai conviver agora com cerca de 40 treminhões diários de pontaletes de eucaliptos entrando e saindo da fábrica e movimentando toda a cadeia produtiva. Já foram criados restaurantes, hotéis e lojas para atender a demanda gerada pela circulação de pessoas. Além disso, a empresa está gerando 290 empregos diretos e cerca de 400 indiretos.

Inauguração

Governador Reinaldo Azambuja e prefeito de Água Clara, Evaldo Alves de Queiroz, no descerramento da placa de inauguração da fábrica Greenplac

O governador Reinaldo Azambuja destacou que a instalação de empresas no Mato Grosso do Sul mostra o sucesso da política de incentivos fiscais do Estado. “Nossa política de trocar impostos por empregos tem mostrado resultados. Mato Grosso do Sul é o quinto Estado mais competitivo do País” completou.

Ele destacou que Governo e a Prefeitura de Água Clara se uniram para tornar a fábrica uma realidade em MS, gerando emprego e renda. “O desafio é promover desenvolvimento do caldeamento industrial do setor moveleiro. Para isso, Governo e Prefeitura têm que se unir para montar um pólo industrial em Água Clara”.

O presidente do Grupo Asperbras, José Roberto Colnaghi explicou os motivos para escolha de Mato Grosso do Sul para a instalação do maior empreendimento do grupo.

A Crítica – Por que Mato Grosso do Sul para a implantação dessa fábrica de MDF que é a mais moderna do País?

José Roberto Colnaghi – Nós já conhecíamos a região com criação de gado. Em 2013 começamos a plantar eucalipto para abastecer as fábricas de celulose e como temos o ‘sangue’ empresarial resolvemos fazer uma fábrica que dava para o nosso tamanho fazer. Conseguimos um belo terreno que o município nos proporcionou e é um segmento que, segundo pesquisa, tem muito a crescer ainda no Brasil.  

A Crítica – Por ser uma região com muitas plantações de eucalipto, devido às fábricas de celulose em Três Lagoas, facilita ainda mais a produção?

José Roberto Colnaghi – Claro. Já pegamos o pessoal do segmento de plantação e como já tínhamos área aqui na região, ficamos autossuficiente com madeira própria. Isso é uma grande segurança. Porém, com o crescimento vamos fazer algo misto, comprar de terceiros e também de nossa produção.

A Crítica – Qual será o volume de produção da fábrica Greenplac?

José Roberto Colnaghi – Hoje é uma fábrica para produzir entre 250 a 300 mil metros por ano. Isso vai dar um consumo de 2 mil hectares de floresta/ano. Como a vida do eucalipto é de seis anos, temos uma plantação para a primeira linha de 12 mil hectares.

A Crítica – Para o consumidor de MS, pode haver uma redução do preço final do MDF?

José Roberto Colnaghi – Acho que sim. Nós não estamos primando pelo volume, mas pela qualidade do produto. Esses equipamentos que vieram para produção são de última geração. É o mais moderno que existe hoje no Brasil e no mundo, para se ter uma compactação perfeita, não uso de casca, e ao ver o produto pode se verificar que Mato Grosso do Sul está muito bem servido com essa fábrica.

A Crítica – O Grupo Asperbras e a Greenplac são genuinamente brasileiros ou há capital estrangeiro?

José Roberto Colnaghi – É brasileiro! Temos o nosso braço internacional, que é independente. Mas somos do Interior de São Paulo e atuamos em alguns segmentos, na África e Europa. No Brasil temos também outros segmentos como laticínios de leite, loteamentos, mas somos uma empresa familiar. Essa fábrica, para se ter uma base, foi feita com recurso próprio, não usamos BNDES ou outro financiamento.

A Crítica – O total de investimentos na fábrica ultrapassa os R$ 600 milhões?

José Roberto Colnaghi – Mais ou menos foram investidos R$ 670 milhões na fábrica da Greenplac.

A Crítica – Como será o número de empregos diretos e indiretos com o funcionamento da fábrica?

José Roberto Colnaghi – Essa fábrica, na fase de construção já chegou a ter 700 funcionários. Agora, na produção, vamos ter 300 funcionários diretos e se você multiplicar por cinco vezes é mais ou menos o alcance dos empregos indiretos.

A Crítica – A ideia é expandir ainda mais a produção da fábrica?

José Roberto Colnaghi – Sim. Foi feita de uma forma para produzir três linhas sem parar a produção da primeira. Então ela será encorpada com segunda e terceira linhas de produção.

João Bosco e Banda