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DE BEM

João Rocha defende entendimento com Bernal para o bem de Campo Grande

O presidente da Câmara Municipal acredita que momento é de apaziguar, com cada um fazendo o seu melhor dentro de suas atribuições legais, para que a cidade e a população campo-grandense ganhem com o resultado final

11 dezembro 2015 - 16h51Alberto Gonçalves
Vereador João Rocha, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande
Vereador João Rocha, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande - Bruno Ribeiro
FAMASUL - SENAR

Os vereadores de Campo Grande elegeram recentemente João Rocha (PSDB) para ser o presidente da Câmara Municipal, até o final de 2016. O parlamentar, que está em seu segundo mandato eletivo, já foi 1º Secretário da Casa de Leis, e hoje é o responsável por comandar os trabalhos dentro do Legislativo Municipal.  

De imediato Rocha garante que a meta é fazer com que a cidade siga seu desenvolvimento, sem haver confronto entre os dois poderes, Executivo e Legislativo para o bem de Campo Grande e da população.  

Sobre as próximas eleições, João Rocha adianta que sairá candidato à reeleição como vereador e defende que seu partido, PSDB, tenha candidatura própria à prefeitura. 

 A Crítica - Como será o trabalho nesse período de um ano em que o senhor estará na presidência da Câmara Municipal de Campo Grande? 

João Rocha - Estamos assumindo uma posição de apaziguador. Pegamos um momento conturbado entre o Executivo e o Legislativo e imediatamente fomos ao encontro do prefeito e também o convidamos a vir na Câmara. Tomamos o cuidado de conversar com os colegas e fizemos um amplo entendimento no sentido de aprovar todos os projetos do Executivo. Na verdade se era esse o obstáculo, agora não existe mais. Temos de estar preocupado com a cidade, com as pessoas e penso que dessa maneira podemos ter paz na cidade e os serviços públicos podem chegar à casa dos cidadãos, que é isso que toda população espera, em razão inclusive dos impostos que todos nós pagamos. 

 A Crítica - O fato de o senhor ter sido 1º Secretário e participar diretamente da Mesa Diretora da Câmara, contribui para essa nova missão? 

João Rocha - Tudo na vida são experiências adquiridas. Os quatro anos em que estivemos na condição de 1º Secretário e na Mesa Diretora vivenciamos muitas situações e problemas. Quando esses problemas se repetem, as soluções, em muitos casos, já estão encontradas. Então, não tenha dúvida que nos ajuda muito ter passado por essa experiência. Mas como cada função é diferente, tem sempre algo novo e aprendemos constantemente. Temos a humildade para avaliar cada situação e esse mandato é um mandato diferente do anterior. O que é importante na política é você ter a arte do entendimento, do bom relacionamento, tanto entre nós vereadores, como junto ao Poder Executivo. È perfeitamente viável, é possível e necessário esse entendimento nos dias de hoje, entre  o prefeito Alcides Bernal e a Câmara Municipal. 

 A Crítica - A população ainda vive momentos de receio em relação ao que possa acontecer em Campo Grande. Assim, como será o papel fiscalizador da Câmara? 

João Rocha - Na verdade o que nos agrada é aplaudir, ou seja, é melhor você aplaudir as ações do Executivo do que evidentemente ter de fiscalizar e muitas vezes tomar algumas medidas duras. Se as coisas estiverem caminhando bem, se a população  estiver sendo bem atendida, os recursos públicos estando bem aplicados em benefício da cidade e das pessoas, a Câmara de vereadores estará sempre disposta a aplaudir o prefeito. Mas não podemos perder de vista esta função, que até por uma questão legal, de fiscalizar o Executivo e assim o faremos. 

 A Crítica - O Orçamento da prefeitura para 2016 foi aprovado essa semana, com isso, o ano legislativo se encerra ou ainda há trabalhos antes do recesso parlamentar? 

João Rocha - Nós ainda temos mais três sessões para encerrar o ano. Nós vamos cuidar agora principalmente dos projetos encaminhados pelos próprios vereadores. Tem uma série de propostas interessantes em benefício de Campo Grande e estaremos focados nesses projetos. 

 A Crítica - Essa Operação do Gaeco, que envolve empresários, prefeitura e vereadores, inclusive com um relatório final encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça, pode vir a tumultuar o ambiente dentro da Câmara? 

João Rocha - Na verdade o que temos é apenas um relatório, que acredito ter sido elaborado com bastante critério pelos responsáveis na investigação do Gaeco e o procurador Geral fará uma análise deste relatório, para depois então tomar as providências que entenderem necessário, ou arquivar, ou oferecer denúncia de parte ou em todo. Acreditamos que o que nós fizemos foi consistente, com base em documentos, investigações e com provas, tem concretude o trabalho feito pela Câmara de Campo Grande. Os votos foram proferidos de acordo com essas provas levantadas. Provas essas referendadas pelo Ministério Público Estadual, que inclusive com base naquilo que nós levantamos o Ministério solicitou o afastamento do prefeito. O Ministério Público Federal, por meio da Controladoria Geral da União, avaliou, fiscalizou e detectou que houve problemas, inclusive os bens do prefeito (Bernal) estão bloqueados. O restante que se ouve são suposições, comentários, depoimentos de pessoas e também de políticos, que têm interesse, e que está comprovado que esses disputaram por benefícios, tanto que agora, quando o prefeito retorna ao cargo, fica bem claro a participação dessas pessoas. Então penso que temos de analisar com muita calma para não haver dúvida. O tempo vai mostrar a verdade das coisas. 

 A Crítica - A questão da diminuição do número de vereadores já chegou a ser cogitada. Esse tema será discutido no decorrer desse último ano da atual legislatura? 

João Rocha - Defendi na oportunidade o aumento do número de vereadores na Casa e continuo sustentando essa posição, por conta de que ao aumentar o número de representantes do povo, mais segmentos da população terão representatividade. Prova disso é que temos atualmente colegas vereadores que vieram de movimentos comunitários, de associações de moradores, que anteriormente não tinham tanta representatividade na Casa e que hoje passa a ter. Penso que é mais democrático, pelo fato de se poder ampliar a representação da sociedade com esse aumento no número de vereadores. Continuo acreditando nessa tese que está comprovada com o resultado das eleições. Para a densidade populacional de Campo Grande, 29 vereadores é um número que atende bem as necessidades e a demanda da população. 

 A Crítica - Em relação às eleições do próximo ano, o senhor sai candidato a vereador ou poderá sair na disputa à prefeito? 

João Rocha - Todos nós que ocupamos um cargo público, principalmente escolhido pelas urnas, temos projetos políticos, senão fica sem sentido. Nosso projeto é fazer o melhor que podemos e assim nos dá sustentação e conteúdo para oferecer nosso nome novamente para avaliação da população, para que se assim entenderem, possamos retornar como vereador na próxima legislatura em Campo Grande. 

Em relação a pleitear a disputa pela prefeitura é uma questão partidária e temos muitas pessoas competentes na sigla. O partido fará essa análise num momento adequado , estaremos indicando nomes e defendo candidatura própria. Precisamos fazer uma avaliação e o PSDB tem feito muito isso indo ao encontro do cidadão, buscando saber qual o perfil de candidato que o campo-grandense gostaria de ter para que pudesse avaliar nas próximas eleições. Dentro daquele perfil que o cidadão espera, aí sim o partido vai verificar em seus quadros qual se encaixa melhor. Acredito que temos bons nomes e devemos ter uma candidatura musculosa, com conteúdo histórico e capacidade de trabalho.   

 A Crítica - Que palavra o senhor daria à população de Campo Grande para o ano de 2016? 

João Rocha - Nossa obrigação, dos 29 vereadores, é fazer com a cidade consiga andar. O prefeito que está aí tem de ter a responsabilidade de fazer o seu trabalho. A Câmara tem de estar preocupada com suas obrigações  legais e regimentais. O prefeito preocupado também com suas obrigações como gestor e chefe do Poder Executivo. Entendo que se conseguirmos essa unidade, cada um fazendo o melhor que pode dentro de suas áreas de atribuição e estabelecendo um perfeito relacionamento, quero crer que Campo Grande vai ter um ano de crescimento, a população receberá os serviços que necessita. Espero que possamos ter paz, harmonia e acima de tudo com muita proteção de Deus. 

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