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MEIO AMBIENTE

“Hoje são poucas as cidades do Brasil que têm índices de coleta e tratamento de esgoto como Campo Grande “

entrevista com Fernando Henrique Garayo Jr. – engenheiro ambiental e coordenador de Meio Ambiente e Qualidade da Águas Guariroba

11 maio 2018 - 23h01Da Redação
Fernando Henrique Garayo Jr. – engenheiro ambiental e coordenador de Meio Ambiente e Qualidade da Águas Guariroba
Fernando Henrique Garayo Jr. – engenheiro ambiental e coordenador de Meio Ambiente e Qualidade da Águas Guariroba - Divulgação

O engenheiro ambiental e coordenador de Meio Ambiente e Qualidade da Águas Guariroba Fernando Garayo concedeu entrevista e comentou sobre os programas da empresa para a preservação do meio ambiente.

A concessionária investe em ações de preservação do meio ambiente e participa ativamente dos conselhos ambientais da APA do Guariroba, da APA do Lageado e ainda do Conselho Estadual Recursos Hídricos.

O ambientalista também falou sobre a importância do programa para incentivar o cultivo de plantas nativas do cerrado e o programa de reciclagem do óleo.

Acompanhe a entrevista:

A Crítica - A Águas Guariroba desenvolve alguns programas voltados para a preservação do meio ambiente em Campo Grande. Quais são eles?

Fernando Garayo - Hoje nós temos dois projetos principais: um é o Viveiro de Mudas e o outro é o programa De Olho no Óleo. O Viveiro de Mudas que a empresa mantém na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Los Angeles tem o objetivo de doar mudas para produtores rurais recuperarem as áreas de manancial. Essa ação auxilia a execução de um outro programa bem amplo da Prefeitura Municipal, chamado Manancial Vivo, que possui diversos entes envolvidos com o objetivo de recuperar a bacia do córrego Guariroba. Neste programa também é inclusa a questão do pagamento por serviços ambientais para os produtores. As mudas acabam auxiliando na questão dos custos de recuperação dessas áreas.

O viveiro da Águas Guariroba tem capacidade de produção de 50 mil mudas por ano. São mudas de grande porte: de 1,5 metro para mais, justamente para viabilizar um melhor percentual de sucesso no plantio. Além disso, as mudas são utilizadas para o plantio nas unidades da concessionária e doação para a comunidade.

A Crítica - Qual a importância de cultivar mudas nativas do cerrado?

Fernando Garayo - As mudas da Águas Guariroba são apenas nativas porque quando é feito um trabalho de recuperação de área de um bioma, é preciso fazer isso com espécies nativas daquele bioma. Do contrário é possível criar até mesmo um desequilíbrio ecológico naquela região com espécies exóticas. Além disso, dentro do mesmo bioma temos diversas peculiaridades, hoje no nosso viveiro as sementes que são cultivadas são coletadas aqui no nosso estado mesmo, inclusive ali da região do Guariroba, da região de Bonito, ou seja, essas mudas já estão com a genética adaptada ao nosso clima e à região, justamente para aumentar as chances de sucesso no plantio. Trazer sementes dos locais mais próximos possível é uma atividade muito importante.

A Crítica - E o Programa De Olho no Óleo, como funciona?

Fernando Garayo - No Programa De Olho no Óleo nós temos um parceiro, que é uma empresa especializada em coleta e destinação final desse óleo. Hoje nós temos ecopontos de coleta de óleo usado de cozinha em pelo menos seis supermercados da cidade. Esse mesmo programa realiza uma gincana de coleta de óleo nas escolas. As escolas recebem um recipiente para coletar e os alunos são incentivados a trazer o produto de casa em garrafas pet para dar a destinação correta.

A reciclagem do óleo pode ser feita tanto na produção de biodiesel, ração animal ou mesmo produção de tintas. Hoje já há um mercado consolidado nessa questão da destinação correta do óleo de cozinha usado. A importância disso tudo é evitar o entupimento das redes de esgoto das casas e da cidade, além disso evita que o óleo contamine os recursos hídricos.

A Crítica - O trabalho da Águas Guariroba é abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. Por que a concessionária investe em ações ambientais?

Fernando Garayo - Porque é um trabalho que está totalmente relacionado. Temos em Campo Grande duas áreas de captação superficial e o principal ponto aqui tem relação com a preservação da mata ciliar. Porque se nós temos uma mata ciliar bem protegida, teremos uma diminuição dos processos erosivos, que geram o fenômeno que chamamos de assoreamento, que é a deposição descontrolada de resíduos em um córrego que diminui a produção de água e pode até matar esse rio sufocado. Esse investimento em ações ambientais vem justamente ao encontro da quantidade de água gerada nessas bacias. Estamos investindo para continuar produzindo água nos mananciais.

Além disso, estamos promovendo a recuperação das áreas de preservação permanente do Guariroba e do Lageado. O projeto já tem mais de um ano, quando foram plantadas mudas nestes locais. Agora nós estamos fazendo a manutenção dessas árvores. Com certeza essa atividade das áreas de preservação permanente visa a proteção de dois importantes mananciais que abastecem Campo Grande.

Participamos também ativamente dos conselhos ambientais da APA do Guariroba e da APA do Lageado e ainda do Conselho Estadual Recursos Hídricos. São conselhos deliberativos, ou seja, têm autonomia para fazer cumprir o plano de manejo, que é a lei que rege o uso e ocupação dessas duas áreas: tanto a APA do Lageado quanto a do Guariroba.

A Crítica - A coleta e tratamento de esgoto também são um investimento ambiental?

Fernando Garayo - Com certeza. Hoje são poucas as cidades do Brasil que têm índices de coleta e tratamento de esgoto como Campo Grande tem. Isso, obviamente, acaba por melhorar a qualidade dos nossos córregos. Uma vez que a população deixa de utilizar a fossa, que muitas vezes é até mal construída e potencializa a poluição do solo do lençol freático local e dos rios ou córregos próximos, isso com certeza melhora a qualidade das águas.

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