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CLIMA X PREÇOS

Chuvas prejudicam produção e preços de hortifrutis sobem, confirma diretor do Ceasa

Mato Grosso Sul é autossuficiente na produção de folhosas, mas sofre no período de verão. No geral, 85% de produtos hortifrutis consumidos no estado chegam de outras regiões.

17 janeiro 2016 - 08h00Alberto Gonçalves
Francisco Pacca, diretor do Ceasa/MS
Francisco Pacca, diretor do Ceasa/MS - Divulgação
HVM

O consumidor tem percebido nas gôndolas de supermercado o aumento no preço de alguns produtos que são adquiridos quase que diariamente, como hortaliças e legumes. As fortes chuvas que caem em Mato Grosso do Sul, e na maioria dos estados brasileiros, são as responsáveis por essa alta nos preços. O Diretor Técnico e Financeiro do Ceasa/MS, Francisco Pacca, explica que normalmente os produtos hortifrutis sofrem sazonalidade de preços e, agora, o fato se agravou com as intensas chuvas. O caso das folhosas, na qual a produção do estado é autossuficiente para o abastecimento, foi o que mais teve problemas. Além disso, outros produtos que vêm de fora também sofreram na produção e, consequentemente, alta em seus valores, como cebola, batata e tomate. 

Para o diretor do Ceasa, uma das saídas para tentar driblar a alta dos preços é substituir o alimento ou ainda, realizar compras em grupo de pessoas, conforme ele explica na entrevista. 

A Crítica - Esse período intenso de chuvas, que já persiste desde dezembro, afetou de que maneira  na qualidade e preços dos hortifrutis? 

Francisco Pacca - Na verdade, normalmente nessa época de chuvas no verão sentimos bastante no preço, principalmente das folhosas.O nosso tipo de plantio aqui no Estado não é tão tecnificado, como em outras regiões. Então, essa chuva acaba machucando as folhas e melando também com o calor. Assim, nossa produção de folhosas se torna mais difícil e aí o preço sobe. O Estado é autossuficiente na produção das folhosas no período de inverno, mas no verão fica mais complicado por causa das chuvas. O alface já teve um acréscimo de 20% no seu preço. 

A chuva já atrapalha também a produção de outros produtos. A tendência, se continuar chovendo, é complicar ainda mais e aumentar esses preços. 

A Crítica - O que o Estado de MS produz e o que ele importa de outros estados? 

Francisco Pacca - O que passa pela distribuição do Ceasa, 85% de todo o produto comercializado aqui ,são oriundos de outros estados. Mas é um número que devemos tomar cuidado, isso porque as folhosas, que somos autossuficientes, têm uma relação pequena na computação, exatamente porque é em relação ao peso do produto. 

A Crítica - Como fazer a substituição de alguns produtos que hoje estão com preços majorados? 

Francisco Pacca - Isso vai de acordo com a pessoa, ainda há produtos que não tiveram os preços aumentados. Mas você pode substituir, por exemplo, a batata por outro tipo de carboidrato. O ideal é pesquisar preços, mas acredito que esse período de chuva vai dar uma acalmada e a situação voltará a se normalizar, com os preços voltando ao patamar mais baixo.  

A Crítica - No final de tudo, o consumidor é quem sofre, porque se chove muito ou se tem seca, os preços sobem? 

Francisco Pacca - Se chove muito ou chove pouco os preços realmente sobem. Mas isso é normal porque existe uma sazonalidade de preços, que inclusive o consumidor pode acompanhar no site do próprio Ceasa, que é ceasa.ms.gov.br. Temos um boletim diário de preços e lá também tem uma média histórica dos preços, de origem, de volume, e assim dá para verificar e acompanhar a existência dessa sazonalidade de preço que acompanha o clima. 

A Critica - Em que período os preços são maiores? 

Francisco Pacca - Cada produto tem o seu período de alta. As folhas são mais baratas no inverno e mais caras no verão. Algumas frutas são mais baratas na safra e mais caras na entressafra. A estiagem ou a chuva muito acumulada ajuda nessa curva do preço dos produtos. 

A Crítica - Em que sentido a chuva em excesso prejudica a produção? 

Francisco Pacca - A chuva em excesso machuca a planta, então a produtividade diminui e a menor oferta do produto acaba ocasionando um preço mais alto. Além disso, afeta também a qualidade. E mesmo aqueles produtos que são raízes também sofrem com o excesso de chuva, pois eles têm a parte aérea, que transforma a energia solar em planta, e essa parte que fica exposta é castigada. Por esses motivos que existem a sazonalidade de preços, onde alguns produtos ficam mais baratos na chuva e outros na seca ou estiagem. O período mais chuvoso tem uma influência maior nas folhosas, mas também atinge outros produtos. 

A Crítica - Sendo um consumidor comum, ainda assim posso comprar os produtos diretamente no Ceasa? 

Francisco Pacca - Claro que pode, inclusive até divulgamos bem isso e explicamos à dona de casa que vai ser difícil encontrar o produto mais barato do que aqui. A maioria dos comerciantes compra em grande quantidade, em caixas. Já a dona de casa vai comprar em menor volume. Mas ainda assim tem produtos que podem ser adquiridos em pequena quantidade, principalmente no Pavilhão do Produtor e da Agricultura Familiar, da Agraer. 

A Crítica - Em alguns locais existem grupos, em condomínios, vizinhos, que se organizam para realizar essa compra coletiva. Essa alternativa é uma saída para conter a alta de preços? 

Francisco Pacca - Sem dúvida. Essa é uma alternativa muito interessante. Notamos que isso já vem acontecendo aqui no Ceasa com algumas organizações como condomínios, bairros, vizinhanças, onde as pessoas fazem suas compras e posteriormente dividem os produtos entre elas, que fazem parte desse grupo. O preço fica bem mais em conta. Mesmo porque, o Ceasa também funciona aos fins de semana para que essas compras possam ser realizadas. 

A Crítica - Qual o horário ideal para se fazer compras no Ceasa? 

Francisco Pacca - O horário de funcionamento do Ceasa é a partir das 5h. O pessoal chega para abastecer perto de 4h. O ideal é chegar umas 7h, quando vai ser possível adquirir os produtos tranquilamente e conseguir pegar os produtos ainda frescos.  

O Ceasa fica na rua Antônio Rahe, 680, na Mata do Jacinto 3, entre o cemitério Santa Bárbara (Cruzeiro) e o Sóter, e está de portas abertas para receber todo o público de Campo Grande que deseja adquirir seus produtos e funciona pelo período da manhã. 

 

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