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SAÚDE

Santa Casa entra em estado crítico a partir deste fim de semana

A prefeitura deve ao hospital R$ 15,6 milhões e ficou de liberar parte deste montante na sexta-feira, 20, o que até às 17h não havia ocorrido.

21 novembro 2015 - 13h09
Sem receber créditos da prefeitura que somam mais de R$ 15 milhões, a Santa Casa está impossibilitada de efetuar o pagamento de médicos ores
Sem receber créditos da prefeitura que somam mais de R$ 15 milhões, a Santa Casa está impossibilitada de efetuar o pagamento de médicos ores
HVM

Sem receber créditos da prefeitura que somam mais de R$ 15 milhões e impossibilitada de efetuar o pagamento de médicos e fornecedores, a Santa Casa de Campo Grande entra neste final de semana em estado crítico devido à falta de medicamentos e materiais hospitalares. O colapso no atendimento no maior hospital do Estado foi comunicado hoje às autoridades da área da Saúde, tanto estadual quanto municipal, Ministério Público e demais segmentos ligados ao setor pela Associação Beneficente, mantenedora da Santa Casa.

O estoque de gaze medicinal, soro, seringas, agulhas, material de desinfecção de leitos e de alguns medicamentos imprescindíveis, como antibióticos, está praticamente zerado. Fornecedores que até então vinham entregando ao hospital insumos assim que recebiam pagamentos em atraso, deixaram de atender o hospital e agora exigem pagamento a vista.

“As condições mínimas de atendimento estão no limite”, informou o presidente da ABCG Wilson Teslenco, às autoridades e gestores públicos da saúde na tarde desta sexta-feira, 20. Por conta do não pagamento das dívidas em atraso que a prefeitura tem com o hospital, as cirurgias eletivas estão suspensas há uma semana. Mesmo assim, em função do aumento do número de pacientes na urgência, a lotação não diminui.

“Toda a assistência à saúde está comprometida e chegamos a uma situação de caos em que leitos que acabaram de ser desocupados não podem ser utilizados por outros pacientes pelo fato de não termos como promover a desinfecção”, lamenta Wilson Teslenco, ao explicar que “a assistência está sendo adaptada ao volume de material disponível, ou seja, estamos reduzindo o atendimento”.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, nas últimas semanas, a Santa Casa vem pedindo medicamento emprestado ao Hospital Regional para poder atender determinados casos. Neste fim de semana, segundo Wilson Teslenco, o hospital chega a um estado crítico em função da falta de recursos financeiros e a conseqüente redução dos insumos.

A prefeitura deve ao hospital R$ 15,6 milhões e ficou de liberar parte deste montante nesta sexta-feira, o que até às 17h não havia ocorrido. “A Santa Casa está literalmente pedindo socorro, pois não temos de onde tirar dinheiro para manter o atendimento à população”, finalizou Teslenco.

 

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