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COMBATE AO AEDES AEGYPTI

Hospitais de Campanha começam a receber pacientes para hidratação

As Unidades de Pronto Atendimento da Vila Almeida e Universitário vão receber pacientes que precisem de hidratação devido a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

16 dezembro 2015 - 14h09DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
César Krugel/PMCG
FAMASUL - SENAR

Os dois hospitais de campanha do Exército Brasileiro que foram montados nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Vila Almeida e do Universitário já estão aptos para receber pacientes acometidos com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também da febre chikungunya e zika vírus.  

O UPA Vila Almeida começa a funcionar na tarde desta quarta-feira (16) e a do Universitário está funcionando desde o inicio da manhã e já abrigou dois pacientes. “Até o momento não é necessário ainda a utilização dos hospitais, mas por medida preventiva eles já estão aptos para receber os pacientes para a hidratação intravenosa”, explica o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca. 

O titular da Sesau explica ainda que o hospital de Campanha foi produzido no Canadá e climatizado, tem capacidade para 12 pacientes e tem todos os equipamentos necessários para atender a população. Ele conta, ainda, que os hospitais foram colocados estrategicamente em locais de fácil acesso nas UPA e foi feito adequações na estrutura das UPA para poder atender melhor os pacientes.  

Segundo a diretora de Assistência à Saúde da Sesau, Rosemery Lima, somente os pacientes que precisam de hidratação serão atendidos no hospital de Campanha. Ela lembra que o hospital só será usado caso as unidades de saúde esteja sem vagas para a hidratação intravenosa. “Hoje até as 11horas foram notificados 10 casos de dengue, sendo cinco na Upa Vila Almeida e cinco na Universitário”, comenta. 

Ela explica ainda que no Hospital de Campanha do Universitário já atendeu duas pessoas com sintomas de dengue, que eram categoria verde, e só precisavam tomar soro e depois foram liberados. “Nos temos um plano C também caso precise de mais leitos abriremos as UBS e UBSF perto dos CRS(Centro Regional de Saúde) para atenderem os pacientes que precisem de hidratação. Provavelmente o pico da dengue vai acontecer na segunda quinzena de janeiro e já estamos preparados para lidar com isso”, explica. 

O secretário conta que para combater a epidemia de Dengue que assola Campo Grande está sendo aberto o terceiro turno – durante o qual o médico atende das 17h até as 21 horas- em 10 unidades de saúde, além do relançamento da equipe móvel que irá atender as unidades que estiveram super lotadas em função da epidemia. 

Ivandro Fonseca explica que ações de combate ao mosquito Aedes aegypti estão sendo intensificadas e todas as medidas para tratar os sintomas também estão sendo feitas. “Nos já estamos trabalhando há três meses com a visita dos agentes epidemiológicos e campanhas de conscientização. Todas as unidades de saúde estão fazendo dia D contra o mosquito nos bairros. O Exército Brasileiro está nos ajudando com a coleta de pneus, além dos dois hospitais de campanha. No fim de semana, o Setlog (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) nos cedeu caminhões para fazermos mutirões de limpeza. Estamos trabalhando muito para diminuir o impacto dessa epidemia”, finaliza. 

Dados epidemiológicos 

De acordo com a Sesau, do dia 27 de janeiro a 15 de dezembro foram 9.447 mil notificações deste total, 3.819 casos confirmados de dengue, cinco com dengue grave e três mortes em decorrência da doença. Com relação à chikungunya, neste mesmo período ocorreram 97 notificações, com dois casos confirmados (importados). Quanto ao zika vírus, o levantamento feito pela Sesau até essa terça-feira (15.12) revela 152 casos investigados com suspeita da doença, nenhum caso ainda foi confirmado. Os dados de notificação das doenças são atualizados todas as terças-feiras pela Sesau. 

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