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ENDROMETRIOSE

Ginecologista explica sintomas, exames e tratamento

A endometriose é uma doença que afeta cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil

12 março 2018 - 11h40Da redação
Para diagnosticar, a especialista explica que é importante uma completa avaliação clínica, ouvindo as queixas e sintomas da paciente
Para diagnosticar, a especialista explica que é importante uma completa avaliação clínica, ouvindo as queixas e sintomas da paciente - Divulgação

A endometriose é uma doença que afeta cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil. Esta patologia é caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina. Quanto mais focos de implantação deste tecido e conforme a espessura (profunda ou superficial), maior a gravidade do quadro. Normalmente, atinge a área pélvica, como ovários, trompas, intestino e bexiga. “Os sintomas podem ser desde cólicas intensas ao menstruar, até dores para evacuar, diarreia, dor na relação sexual e dificuldade para engravidar. Há também casos em que a endometriose pode ser silenciosa, sem sintomas específicos”, explica a ginecologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Maria Rita Curty.

Para diagnosticar, a especialista explica que é importante uma completa avaliação clínica, ouvindo as queixas e sintomas da paciente. A partir dessa hipótese diagnóstica, são necessários exames de imagem para comprovar a doença, como ultrassom transvaginal com preparo intestinal, ressonância magnética da pelve e videolaparoscopia ginecológico.

De acordo com a Dra. Maria Rita, anticoncepcionais hormonais, alimentação rica em antioxidantes e atividades físicas auxiliam na prevenção da endometriose. Para tratamento, depende da gravidade. “Pode ser feito com a remoção dos focos da doença pelo videolaparoscopia ginecológico e com o uso de hormônios sexuais, como a gestrinona (implante hormonal), progestágenos (DIU - dispositivo intrauterino), ou anticoncepção oral”. Porém, o desenvolvimento do tecido fora do útero será totalmente evitado apenas após a pausa hormonal feminina, mais conhecida como menopausa. “O que conseguimos é estabilizar a doença para que não surjam novos focos e reduzir os antigos”, comenta a ginecologista.

Além das cólicas intensas, a endometriose preocupa pelo alto número de mulheres que não conseguem engravidar devido a esta condição. “Os focos de endométrio podem estar aderidos aos ovários, dificultando a ovulação e causando aderências nas tubas uterinas. Por isso, é importante diagnosticar cedo a doença e realizar o tratamento com um profissional de confiança e num ambiente confortável, já que, além dos males físicos, a endometriose ainda pode afetar o psicológico das mulheres que sofrem com os sintomas”, finaliza a médica.

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