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DOR DE CABEÇA

Excesso de informações pode ser um gatilho para dor de cabeça

Pesquisa aponta que consumo de conteúdo digital em exagero provoca esgotamento do cérebro e aumento do estresse

16 março 2019 - 12h20Da Redação com Assessoria
Sem uma mudança de comportamento, a sobrecarga do excesso de informações acaba por diminuir a capacidade de foco, na mesma proporção que a tecnologia avança
Sem uma mudança de comportamento, a sobrecarga do excesso de informações acaba por diminuir a capacidade de foco, na mesma proporção que a tecnologia avança - Foto: Divulgação

Com um smartphone em mãos, bastam alguns segundos para acessar um vasto universo de informações. Essa velocidade do mundo digital deve avançar ainda mais com a conexão 5G, que se tornará realidade nos Estados Unidos e na Ásia e, dentro de dois anos, será difundida na Europa e América Latina. Se por um lado o ganho de agilidade no acesso e na troca de dados pode parecer uma solução, por outro tem se tornado um problema da sociedade moderna, desencadeando uma série de questões, como a dor de cabeça.

A sobrecarga de informações na era digital é apontada como um dos gatilhos para a dor de cabeça, de acordo com a pesquisa “O futuro da dor de cabeça”, encomendada por Neosaldina, marca de analgésico especialista em dor de cabeça, e conduzida pela WGSN Mindset. A capacidade do ser humano em processar e armazenar tantos dados não acompanha o ritmo frenético das transformações digitais, o que acaba por gerar esgotamento cerebral e aumento do estresse.

“Ambas as situações podem desencadear a dor de cabeça e devem ser combatidas por meio de uma aposta em um estilo de vida mais saudável e equilibrado”, reforça a Dra. Célia Roesler, diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia e vice-coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Sem uma mudança de comportamento, a sobrecarga do excesso de informações acaba por diminuir a capacidade de foco, na mesma proporção que a tecnologia avança. O tempo médio da atenção do ser humano já caiu de 12 segundos em 2000 para oito segundos atualmente. Isso é menos do que o período de atenção de um peixe dourado, que é de nove segundos, segundo dados do Statistic Brain.

Realizado no primeiro semestre deste ano, o estudo “O futuro da dor de cabeça” foi feito com base nos comportamentos da população e o resultado mostra que a maioria dos provocadores da dor de cabeça está relacionada a questões externas já conhecidas, como estresse e falta de sono, mas também a fatores emocionais e à crescente influência da tecnologia na rotina. Outros quatro gatilhos foram identificados: ansiedade, dor da pós-verdade, autoexigência e barulho.

TJMS