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REDUÇÃO

Campo Grande tem redução de 57% nos casos de dengue no primeiro semestre

Em comparação com o ano passado, mais de 21 mil casos manifestaram-se no índice de diferença

7 julho 2020 - 07h31
O uso do fumacê também foi retomado e ao menos oito bairros estão recebendo o serviço diariamente
O uso do fumacê também foi retomado e ao menos oito bairros estão recebendo o serviço diariamente - (Foto: Divulgação)
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Campo Grande teve uma redução de 57% nos casos notificados de dengue nos seis primeiros meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa uma diferença de mais de 21 mil casos, de acordo com dados divulgados  pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Conforme o levantamento, de 01 de janeiro até o dia 30 de junho deste ano, foram notificados 15.996 casos de dengue no Município, sendo 10.371 confirmados. Já no mesmo período do ano passado, foram 37.802 notificações e 19.485 casos confirmados, o que representa uma redução de 57%, ou o equivalente a 21.806 casos. O número de óbitos também caiu de 8 para 7.

Até o fim de junho do ano passado, o município registrou 390 casos de zika e 199 de chikungunya. Já no mesmo período deste ano, foram 102 casos de zika e 82 de chikungunya.

O boletim completo pode ser acessado através do link: http://www.campogrande.ms.gov.br/sesau/downloads/boletim-epidemiologico-dengue-zika-e-chikungunya-atualizado-dia-30-de-junho-de-2020/

Enfrentamento

Em fevereiro deste ano foi declarado situação de emergência no município de Campo Grande frente ao aumento no número de casos de dengue, sendo instituído um grupo intersetorial para execução do plano de enfrentamento a epidemia da doença.

Como estratégia para reduzir o número de casos, a Prefeitura de Campo Grande desencadeou a operação “Mosquito Zero”, envolvendo todos os órgãos municipais e com apoio da sociedade cívil organizada e instituições públicas e privadas.

A ação foi realizada nos sete distritos de Campo Grande, tendo vistoriado mais de 50 mil imóveis, eliminado 37 mil depósitos e 1,6 mil focos do mosquito Aedes aegypti. Mais de 2 mil imóveis abandonados também foram inspecionados com auxílio de um chaveiro e 10 mil quarteirões de diversos bairros receberam o fumacê como complemento às atividades de campo.

Em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19), as atividades de campo precisaram ser reduzidas a partir de março, porém o trabalho continou sendo executado em pontos considerados críticos.

O uso do fumacê também foi retomado e ao menos oito bairros estão recebendo o serviço diariamente.

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