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INVESTIMENTO

Após reorganização financeira, HU-UFGD volta a investir e amplia parque tecnológico

Além da aquisição de 81 novos equipamentos, o hospital otimizou seus contratos de manutenção, gerando maior agilidade no reparo de aparelhos médico-hospitalares

16 abril 2018 - 15h29Da Redação
Cardiotocógrafos adquiridos pelo HU-UFGD. Equipamentos são usados para monitoração das fases da gestação, antes do parto
Cardiotocógrafos adquiridos pelo HU-UFGD. Equipamentos são usados para monitoração das fases da gestação, antes do parto - Divulgação

Com objetivo de renovar e ampliar seu parque tecnológico, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) investiu cerca de R$ 754 mil em equipamentos nos últimos meses. Após um período de reorganização financeira e contingenciamento de despesas, a instituição vem retomando os investimentos em tecnologia, com previsão de mais aquisições para os próximos meses.

No conjunto de equipamentos recém-chegados, estão doze categorias de produtos que já estão atendendo a diversos setores do hospital. São 81 itens incluindo oxímetros, equipamentos de banho-maria para processamento de leite humano, centrífuga para laboratório, bisturis eletrônicos, aspiradores de vapores para cirurgias de alta frequência, fotóforos, estufas, ventilômetros, detectores fetais, eletrocardiógrafos, cardiotocógrafos e desfibriladores.

Toda a verba empregada na compra desses equipamentos é oriunda do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), iniciativa financiada pelos ministérios da Educação e da Saúde e gerida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – da qual o HU-UFGD é filial – no sentido de contemplar ações de melhoria nos hospitais federais de ensino do País.

A chefe do Setor de Engenharia Clínica do HU-UFGD, Flávia Lefort Lamanna, explica que os novos equipamentos foram adquiridos tanto para substituir itens antigos quanto para ampliar o parque tecnológico. “As substituições configuram melhoria, pois são equipamentos mais modernos, com mais funções e, por serem novos, apresentam menor tempo de parada para manutenção e, consequentemente, maior disponibilidade para as equipes usarem. Os inéditos, por sua vez, aprimoram as rotinas de trabalho e possibilitam mais qualidade no atendimento aos usuários”, afirma.

Materno-Infantil

De modo geral, os novos equipamentos foram distribuídos entre praticamente todos os setores assistenciais do hospital, suprindo desde necessidades por itens básicos, como oxímetros – que medem a saturação de oxigênio no sangue do paciente –, até aparelhos específicos, tal qual eletrocardiógrafos, usados para identificar se o usuário possui algum tipo de variação bioelétrica em sua atividade cardíaca.

Linhas de atendimento como a materno-infantil, por exemplo, receberam aporte de itens essenciais à manutenção e à melhoria do atendimento a seus pacientes. A Maternidade, o Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia (PAGO) e o Centro Obstétrico (CO) contam agora com seis modernos cardiotocógrafos e sete novos detectores fetais, equipamentos importantes para a avaliação das condições do bebê, ainda dentro da barriga da mãe.

Também dentro dessa linha de cuidado, o Banco de Leite Humano (BLH) foi contemplado com três aparelhos de banho-maria de alta tecnologia, utilizados no processamento do leite humano doado pelas mães lactentes para a alimentação de bebês internados nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI) e Cuidados Intermediários Neonatal (UCI).

Atualmente, a linha materno infantil do HU-UFGD conta com a única Maternidade do município que atende via Sistema Único de Saúde (SUS), além de uma estrutura incluindo UCI e UTI Neonatais, PAGO, CO, UTI e enfermaria pediátricas, Pronto Atendimento Pediátrico (PAP), BLH e unidades que dão suporte diagnóstico a esses setores, como o Laboratório e a Imagenologia.

Manutenção

Durante o processo de reorganização financeira pelo qual o hospital passou e ainda está inserido, um dos focos foi a revisão de contratos com empresas prestadoras de serviços. A administração estudou a melhoria desses relacionamentos, de forma a diminuir custos e otimizar as atividades ofertadas ao HU-UFGD, refletindo em maior eficiência no atendimento ao paciente.

A manutenção do parque tecnológico é um dos principais exemplos de sucesso dessa otimização. Antes era feita por meio de diversos contratos com empresas específicas para cada tipo de equipamento, o que demandava mais tempo para o início do conserto, pois a grande maioria das prestadoras de serviço não possui filial na cidade de Dourados.

Assinado em setembro de 2017, o novo contrato de manutenção de equipamentos do HU-UFGD atua no atendimento a demandas de reparo de praticamente todo o parque tecnológico médico-hospitalar, feito por uma empresa especializada presente hoje em mais de 70 hospitais brasileiros.

Além de reduzir o custo para o hospital, por se tratar de um contrato unificado, a empresa licitada possui estrutura e fluxo de trabalho para atender a maioria das demandas no mesmo dia em que são feitas, inclusive com a troca imediata de peças, situação que em anos anteriores levava semanas para ser solucionada.

Presente no Setor de Engenharia Clínica do HU-UFGD com uma equipe de cinco funcionários, a empresa trabalha com o cumprimento de metas, o que garante a qualidade das atividades e proporciona que os primeiros atendimentos sejam feitos de forma quase instantânea à abertura da ordem de serviço.

Curto prazo

De acordo com o gerente administrativo do hospital, Paulo César Nunes da Silva, a instituição se encontra com nova perspectiva no que tange a investimentos. “O planejamento para os próximos dois anos é de retornar ao investimento em tecnologia e infraestrutura física, com obras de reforma e construção de novos espaços, assim como melhoria do parque tecnológico, conforme as demandas levantadas pelo Setor de Engenharia Clínica”, afirma.

Ele antecipa, inclusive, que para os próximos meses já estão confirmadas as aquisições de novos aparelhos de ultrassonografia e ventiladores pulmonares, demanda antiga dos setores assistenciais e que vai impulsionar o atendimento aos pacientes da Grande Dourados.