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Alergista alerta: repelente deve ser usado com cautela

Médico Celso Tabosa orienta sobre o uso de repelentes nessa época de epidemia de doenças transmitidas pelos mosquito Aedes Aegypti.

19 dezembro 2015 - 07h50Alberto Gonçalves
Médico alergista e imunologista Celso Tabosa
Médico alergista e imunologista Celso Tabosa - Divulgação
HVM

Com o crescimento de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, como dengue, chikungunya e zika vírus, este último  ligado a possíveis casos de microcefalia em bebês, a procura por repelentes tem crescido no Brasil. O médico imunologista e alergista, Celso Tabosa, alerta que o uso desse produto deve seguir regras. 

Tabosa esclarece que há vários tipos de repelentes e tem de ser indicado de acordo com a faixa etária de quem vai usar. Ele cita como exemplo crianças com até seis meses de idade não é aconselhável o uso de repelentes. O ideal nesses casos é evitar as picadas, tendo alguns cuidados para isso como, roupas de um modo geral de mangas cumpridas,  uso de telas nas janelas e mosquiteiros. "O repelente também tem o efeito tóxico e o peso, a área de pele da criança são pequenas e a absorção é maior, podendo causar efeitos tóxicos. No caso de idade entre seis meses a dois anos deve se evitar, porém se estiver em uma determinada região onde esteja ocorrendo epidemia, pode até ser usado, mas sempre com muita cautela e aqueles repelentes indicados especificamente para crianças. Acima dos dois anos  de idade não tem tano problema o uso, mas sempre de forma correta. Os responsáveis devem se atentar a não passar nas mãos, pois as crianças podem levar a mão aos olhos e boca, sempre usar em região que fica exposta à picada", esclarece. 

 O médico também lembra que como a infestação e preocupação ultimamente são em relação ao mosquito aedes, por ele ter hábito diurno, não há a necessidade de passar repelente na hora de dormir. "O ideal, no caso de adultos é usar de duas a três vezes ao dia, mas ao chegar à noite, tomar banho para retirar o produto do corpo", diz 

Tabosa explica que cada produto tem seu tempo de atuação no organismo, por isso, ao se usar repelente deve se atentar a esse detalhe. O uso desregulado, contínuo,  ele pode se tornar um produto alérgico à pele e ao organismo. 

A orientação médica, embora exista o hábito de se comprar e aplicar o repelente normalmente, é sempre necessária, pelo fato de existir vários produtos no mercado e, o médico saberá como e qual o melhor a ser utilizado para cada paciente por causa do efeito tóxico. 

No caso de mulheres grávidas, o alergista Celso Tabosa alerta que a exemplo das crianças não é bem indicado nesses casos. Assim, ele adverte, usar o mínimo possível, somente o que for realmente necessário e mesmo assim, convém conversar com o obstetra que acompanha a gravidez para obter a orientação correta. 

Existem repelentes naturais, como a base de citronela, mas o médico salienta que o problema desse tipo de produto é sua volatilidade, ou seja, ele evapora muito rápido e perde o efeito rapidamente. A vitamina B1 é muito indica por médicos alergistas àquelas pessoas que têm alergia a picadas de insetos. "O uso desse tipo de vitamina normalmente é em dosagem elevada, pois a mesma elimina um odor na pele que espanta o mosquito, mas ainda é um pouco controverso o seu uso. Além disso, a vitamina estimula o apetite", explica. 

Curiosidade 

Celso Tabosa lembra que o repelente somente afasta o mosquito e esclarece que o perfume atrai o inseto. "Deve-se evitar usar muito perfume nessa época de epidemia de dengue, zika vírus e chikungunya. A explicação, segundo o alergista, está no tipo de odor dos perfumes e vai mais além, dizendo que até alguns tipos de roupas estampadas ou dependendo da cor, parece atrair o mosquito por causa da questão visual dos receptores dos olhos do mosquito. 

 O médico Celso Tabosa diante desse período preocupante de muitos mosquitos transmissores de doenças, salienta que a população tem de se proteger, cita algumas dicas já informadas como telas, repelentes sob orientação médica de preferência, mas acima de tudo evitar dentro de nossas casas e quintais, locais com acúmulo de materiais para que haja a proliferação do mosquito e assim ajudar o trabalho da Vigilância Sanitária para combater o vetor dessas doenças. 

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