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POLÍTICA

Soraya Thronicke indica personalidades do MS que serão agraciadas com comendas no Senado Federal

A Irmã Sílvia Vecellio e a fisioterapeuta Sônia Regina de Sousa vão receber as comendas Dom Hélder Câmara e Dorina Gouvêa Nowill

2 dezembro 2019 - 11h35

O Senado Federal irá homenagear, nos próximos dias, grandes personalidades e instituições que prestam ou prestaram serviços relevantes à sociedade. Do Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke indicou a irmã Sílvia Vecellio Sai, do Hospital São Julião, e a fisioterapeuta Sônia Regina Diamante de Sousa. Elas serão agraciadas com a comenda Dom Hélder Câmara, por serviços relevantes prestados em defesa dos direitos humanos, e com a comenda Dorina Gouvêa Nowill, por serviços relevantes prestados em defesa dos deficientes, respectivamente. 

Segundo a senadora Soraya Thronicke, a indicação da Irmã Sílvia se deu ao grande exemplo de vida da religiosa, por ela ter sido fiel à sua missão de resgate da dignidade humana dos hansenianos e toda a sua luta à frente do Hospital São Julião.

Já em relação à fisioterapeuta Sônia, a senadora Soraya Thronicke lembra que a profissional tem o olhar voltado para a melhoria na qualidade de vida de seus pacientes, criando um equipamento que faz a diferença na vida deles.

“É com muito orgulho que o Mato Grosso do Sul, terra fértil em todos os sentidos, possa mostrar para o Brasil um pouco da história dessas duas grandes mulheres, a irmã Sílvia e a fisioterapeuta Sônia. Torço para que sirvam de exemplo para os que trilham a mesma jornada, de fazer a diferença!”, destaca a senadora Soraya Thronicke.

Irmã Sílvia Vecellio Sai

Salesiana, nascida em Auronzo na Itália, em 1931, começou sua missão social no magistério do Colégio Auxiliadora, levando as suas alunas à periferia de Campo Grande. Numa das visitas, conheceu o Educandário Getúlio Vargas, onde estavam os filhos dos hansenianos, separados dos seus pais, internados compulsoriamente no Leprosário São Julião.

Nos anos 60, a Irmã Sílvia fazia constantes visitas ao educandário, levava donativos e informações dos hansenianos aos seus filhos. Já no final da década de 60, ela trouxe um grupo de voluntários italianos que, junto com colaboradores brasileiros e religiosos, começaram uma verdadeira revolução no Asilo Colônia São Julião.

Em 1970 esse grupo fundou a Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos. Esses foram os primeiros passos do longo caminho para a recuperação da dignidade humana para os hansenianos, além da derrubada do estigma e do preconceito sofrido por eles e seus familiares isolados, desde a década de 1940.

Irmã Sílvia não mediu esforços para aumentar os espaços, a construção de prédios, oferecer atividades esportivas, de lazer e construiu uma capela para melhorar a assistência aos seus moradores. Construiu ainda o Centro de Apoio ao Migrante, casa de apoio que abriga até setenta pessoas e a Casa Vovó Túlia, que abriga crianças de até 4 anos, separadas dos pais por processo judicial.

A Irmã Sílvia continuou o seu trabalho no ex-asilo, hoje com a categorização de Hospital de Retaguarda, onde mantém o cuidado com as pessoas que, mesmo recuperadas da hanseníase, não conseguiram recuperar seus vínculos familiares. Hoje, o Hospital São Julião conta com 105 leitos e seis salas cirúrgicas, oferece residência médica e multiprofissional, realiza por ano mais de 120 mil procedimentos e mais de 8 mil cirurgias eletivas, sendo que 96% dos pacientes oriundos do SUS.

 

Sônia Regina – Criadora do Sistema Gravither

A fisioterapeuta, é a criadora do Sistema Gravither — uma Abordagem Terapêutica. O equipamento criado e desenvolvido por ela trata os pacientes com sequelas neuromotoras moderadas a graves, e utiliza como recurso complementar um equipamento antigravitacional, composto por molas de constante elástica variada, macacão para sustentação do corpo e outros acessórios de alinhamento.

O sistema visa dar liberdade às mãos do fisioterapeuta para manipular as condições iniciais, através de posturas favoráveis à produção de torques, a fim de melhorar o equilíbrio entre forças internas e externas, favorecendo o desempenho das tarefas propostas e o fortalecimento muscular em pacientes com sequelas de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral, Atrofia Muscular Espinhal, Síndrome de Down e patologias ortopédicas. Promove segurança espacial e, na terapia, a oportunidade de superar as limitações do corpo impostas pela lesão, experimentando novas sensações. A abordagem concretiza os novos conceitos do Controle Motor e faz uma releitura da suspensoterapia, de Gunthrie Smith, de 1943. Foram desenvolvidos dois protótipos: um modelo para fixação no teto e outro portátil com rodas.         

TJ MS Novembro